Salvador (BA) – A música baiana perdeu nesta terça-feira, 13, uma de suas vozes mais emblemáticas. Ernesto de Souza Andrade Júnior, o Netinho, morreu aos 60 anos enquanto estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador. O artista lutava contra o retorno de um linfoma não Hodgkin, diagnosticado inicialmente em 2025.
O quadro clínico do cantor agravou-se severamente nas últimas semanas. Segundo informações divulgadas por sua equipe, a doença evoluiu para um estado de falência renal acompanhado por disfunção múltipla de órgãos, o que tornou o quadro irreversível. O falecimento foi oficializado na manhã desta terça-feira.
Netinho consolidou seu nome no cenário nacional no final da década de 80. Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, ele deu os primeiros passos de uma trajetória meteórica em 1988, aos 22 anos, quando assumiu o posto de vocalista da Banda Beijo. Foi sob o comando desse grupo que ele alcançou projeção nacional, transformando o Carnaval de Salvador em um trampolim para o sucesso em todo o país com o hit Beijo na Boca.
Ao longo de décadas de carreira, o cantor se tornou sinônimo do axé music, colecionando músicas que marcaram gerações, como Milla, Fim de Semana e Menina. Sua presença de palco e a conexão com o público transformaram-no em um dos rostos mais conhecidos do gênero, consolidando um legado que transcendeu as fronteiras do estado da Bahia.
Em nota, seus representantes lembraram a sensibilidade e a inovação que o cantor trouxe para a cena artística nacional. A despedida de Netinho, contudo, seguirá à risca um desejo deixado pelo próprio artista. A família optou por uma cerimônia de velório e cremação estritamente reservada, fechada ao público e restrita apenas a amigos próximos e familiares. Até o momento, detalhes sobre o horário ou o local do procedimento não foram compartilhados com a imprensa ou com os fãs.












