Rio de Janeiro (RJ) – A partir das 21h deste domingo (4), a Rádio MEC coloca no ar a série original Eu Gosto de Música. Com a assinatura de Ruy Castro, a produção nasce sob a influência direta do livro mais recente do autor e promete um mergulho em quatro vertentes sonoras fundamentais: o samba, o carnaval, a bossa nova e o jazz. A exibição se estende também para a Rádio Nacional, que transmite o conteúdo às segundas-feiras, às 22h.
O projeto é uma colaboração entre Castro, Heloisa Seixas e Julia Romeu, contando com o apoio da Companhia das Letras. Logo na estreia, o episódio dedicado ao samba resgata figuras seminais como Zé Kéti, Wilson Baptista, Dorival Caymmi, Moreira da Silva e Hermínio Bello de Carvalho. Em um tom pessoal e atento aos detalhes, o jornalista revisita sua convivência com Zé Kéti no Solar da Fossa, em 1968, e analisa a trajetória de Baptista, autor de marcos como Oh, Seu Oscar e Alô, Padeiro.
A seleção musical do programa de abertura é densa, trazendo interpretações de nomes como Elza Soares, Gal Costa, Nara Leão, Chico Buarque e Paulinho da Viola. A narrativa avança ainda pela contribuição de Hermínio Bello de Carvalho e uma análise sobre a frequência do termo “viola” nas letras do gênero entre as décadas de 1960 e 1970.
O cronograma da série prevê a exibição sequencial, sempre aos domingos, cobrindo o carnaval no dia 11 de outubro, bossa nova em 18 de outubro e, encerrando o ciclo, o jazz no dia 25 do mesmo mês.
A incursão de Ruy Castro pelas ondas da Rádio MEC não é novidade, somando-se a um histórico recente de produções que inclui De Quem é a Música?, Samba-Jazz, A Música do Carnaval, além de análises sobre boleros, tangos e a vida de Orlando Silva. Em agosto de 2025, o autor foi celebrado com uma série sobre Tom Jobim, inspirada em sua obra vencedora do Prêmio Jabuti, O Ouvidor do Brasil: 99 Vezes Tom Jobim.
Membro da Academia Brasileira de Letras desde 2022, ocupando a cadeira 13, Castro consolidou sua trajetória desde 1967. O escritor, que já assinou biografias fundamentais de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, mantém sua atuação jornalística enquanto expande seu alcance para a produção radiofônica, área em que explora o cruzamento entre crônica, história e discografia.












