Vila Velha (ES) – A corrida eleitoral de 2026 começa a ganhar novos contornos com a confirmação de Rui Costa Pimenta como o nome escolhido pelo Partido da Causa Operária (PCO) para o Palácio do Planalto. Aos 69 anos, o jornalista paulistano, que preside a legenda desde 1995, busca consolidar a plataforma política da organização, acompanhado pelo professor Antônio Carlos Silva, também filiado à sigla, que assume a vaga de vice na chapa.
O perfil de Pimenta traz consigo um histórico enraizado nos movimentos de esquerda no Brasil. Sua origem familiar remete a João Jorge Costa Pimenta, um dos pioneiros na fundação do Partido Comunista no país. A trajetória pública do candidato atravessou décadas, tendo início ainda sob o regime militar, em 1976, com uma atuação intensa no movimento estudantil. A participação no Congresso de Refundação da União Nacional dos Estudantes (UNE), ocorrido em 1980 em Salvador, e a passagem pela diretoria do Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticos da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo (USP) são marcos dessa fase.
Nos anos 80, o sindicalista estendeu sua influência para o movimento sindical, sendo eleito para a presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1985. Sua jornada partidária, contudo, passou por rupturas estratégicas importantes. Pimenta integrou o quadro de fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no início da década de 1980, mas, em 1992, houve uma dissidência de militantes ligados à causa operária, processo que culminou na criação de uma nova legenda.
O Partido da Causa Operária surgiu formalmente em 1995, alcançando inicialmente um registro provisório junto à Justiça Eleitoral. Após o sucesso de uma mobilização nacional voltada à captação de filiações, o partido garantiu o registro definitivo no ano seguinte, estabelecendo-se como uma força política independente. Rui Costa Pimenta mantém, desde então, a defesa pública do socialismo e do comunismo como eixos de suas propostas.
Atualmente, o cotidiano do candidato divide-se entre a edição do jornal Causa Operária e o comando do programa Análise Política Semanal, veiculado via internet. Com a candidatura oficializada, ele volta a ocupar o centro do debate proposto pelo PCO, reforçando a linha ideológica que defende há décadas. A disputa de 2026, portanto, será mais um capítulo na trajetória de um dos nomes mais longevos da política partidária brasileira, que permanece à frente da estrutura que ajudou a fundar quase trinta anos atrás.




































































































