Guarapari (ES) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para a próxima segunda-feira, 31 de agosto, o início do julgamento virtual dos pedidos de registro das candidaturas à Presidência da República. O processo será aberto à meia-noite e segue disponível no sistema eletrônico da Corte até o dia 2 de setembro. Diferente das sessões plenárias convencionais, nesta modalidade os ministros depositam seus votos diretamente na plataforma, sem a realização de debates presenciais.
Ao todo, 13 nomes aguardam o aval da Justiça Eleitoral para seguir na disputa. A lista de postulantes inclui Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata). Para garantir o sinal verde, cada candidato deve comprovar a ausência de pendências jurídicas e o pleno cumprimento dos requisitos de elegibilidade.
Dentre os nomes na pauta, a situação de Pablo Marçal é a que apresenta maior urgência jurídica. O candidato enfrenta uma suspensão temporária de suas atividades de campanha, incluindo a proibição de comparecer a debates ou participar do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Essa restrição foi imposta após o tribunal acatar um pedido de liminar do Ministério Público Eleitoral (MPE).
O argumento central do MPE é que Marçal estaria inelegível até o ano de 2032. O impedimento fundamenta-se em uma condenação anterior pela Justiça Eleitoral de São Paulo, decorrente de irregularidades cometidas durante o pleito municipal de 2024, quando o candidato teria oferecido gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações financeiras. O julgamento da próxima segunda-feira será o marco definitivo que definirá o futuro da candidatura de Marçal no certame nacional.
O calendário eleitoral segue rigoroso. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, data em que os brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governadores, senadores, além de deputados federais, estaduais e distritais.
Caso nenhum dos postulantes aos cargos de presidente ou governador alcance a maioria absoluta dos votos válidos — ou seja, mais de 50% do total, desconsiderando votos em branco e nulos —, um segundo turno será realizado. A nova etapa da disputa está prevista para o dia 25 de outubro, quando o eleitorado decidirá, em definitivo, os ocupantes dos Poderes Executivos federal e estaduais.










