Cariacica (ES) – Escolas de todo o país — públicas ou privadas — precisam enviar ao Ministério da Educação (MEC) dados sobre matrícula, turmas, profissionais e infraestrutura. O prazo começa nesta terça-feira (27) e as informações devem ser inseridas na plataforma Educacenso até 31 de julho.
Realizado anualmente, o censo funciona como a principal pesquisa estatística da educação básica no Brasil. O levantamento reúne diferentes etapas, incluindo ensino regular (educação infantil, ensino fundamental e médio), educação especial em escolas e classes especiais e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Também entram no Censo Escolar a educação profissional e tecnológica, com cursos técnicos e cursos de formação inicial continuada ou qualificação profissional. A responsabilidade pela declaração das informações é atribuída aos diretores escolares, que fazem a exportação dos dados, e aos gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal.
Cronograma das duas etapas
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) definiu as datas das duas etapas do Censo Escolar da Educação Básica 2026. A primeira é voltada a coletar informações sobre estabelecimentos de ensino, gestores, turmas, alunos e profissionais escolares em sala de aula.
A segunda etapa busca dados sobre o rendimento escolar dos alunos no fim do ano letivo. Os dados preliminares devem ser enviados ao MEC em 27 de agosto, para publicação no Diário Oficial da União.
Depois da publicação, o sistema será reaberto por 30 dias para que os gestores de educação façam a conferência e façam a ratificação ou eventual correção do que foi declarado. O cronograma ainda prevê períodos específicos para verificação das informações e para confirmar matrículas duplicadas no módulo próprio do Educacenso.
Por fim, a divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais produtos de disseminação estatística da Educação Básica está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Para que servem os dados
O Censo Escolar acontece de forma descentralizada, em colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios. As informações coletadas são usadas para orientar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais.
Os dados também servem como referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação. Parte dos indicadores ainda apoia o acompanhamento das metas do Plano Nacional da Educação (PNE) e ajuda os atores educacionais a verificar a efetividade das políticas públicas no país.



































































































