A caderneta de poupança voltou a registrar saldo negativo em abril, com os saques superando os depósitos em R$ 476,4 milhões. Segundo dados do Banco Central (BC), o mês fechou com R$ 362,2 bilhões em aportes frente a R$ 362,7 bilhões em retiradas, contando ainda com R$ 6,3 bilhões em rendimentos creditados, mantendo o saldo total na casa de R$ 1 trilhão.
O cenário de retiradas é uma tendência observada nos últimos anos, com o acumulado de 2024 já atingindo R$ 41,7 bilhões em saídas líquidas. Especialistas apontam que a manutenção da taxa Selic em patamares elevados estimula os investidores a buscarem aplicações com maior rentabilidade, o que impacta diretamente a atratividade da poupança tradicional perante o mercado financeiro.
Atualmente, o Copom conduz um ciclo de ajustes na taxa básica de juros, que foi reduzida para 14,5% ao ano, visando equilibrar a economia diante das pressões inflacionárias. Enquanto o IPCA segue sendo monitorado de perto pelo Banco Central para atingir a meta oficial de 3%, o comportamento dos poupadores reflete a busca por proteção contra a inflação e melhores rendimentos.











































































































