Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgados pelo IBGE, revelam que 18 milhões de famílias brasileiras foram beneficiadas por programas sociais em 2025. O número equivale a 22,7% do total de 79 milhões de domicílios do país, apresentando uma leve queda em relação aos 23,6% registrados no ano anterior.
O analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, atribui essa redução ao aquecimento do mercado de trabalho e ao recorde de baixa na taxa de desemprego. Segundo o especialista, o aumento na renda proveniente do trabalho formal diminui a necessidade de auxílios governamentais, permitindo que parte da população deixe de depender dessas transferências de renda.
O Bolsa Família permanece como o principal instrumento de assistência, atingindo 13,6 milhões de lares, seguido pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC). A desigualdade regional é evidente: enquanto no Nordeste e Norte cerca de 40% das famílias são atendidas, no Sul essa proporção cai para 10,8%, evidenciando disparidades socioeconômicas históricas no Brasil.
Embora o número de beneficiários tenha oscilado desde o pico da pandemia em 2020, o valor médio dos auxílios apresenta um crescimento real de 71,3% desde 2019. Atualmente, o rendimento médio mensal por pessoa nos lares contemplados é de R$ 886, valor significativamente menor do que os R$ 2.787 observados em famílias que não dependem de programas de transferência de renda.












