Guarapari (ES) – O avanço rápido das chamas pelo sul e sudeste do território francês transformou a paisagem em uma linha de combate de proporções críticas nesta segunda-feira (6). Com cerca de vinte focos ativos simultâneos, o fogo já desalojou mais de 10 mil pessoas no interior do país, concentrando a maior preocupação na faixa litorânea do Mediterrâneo, bem próxima à fronteira com a Espanha.
A gravidade da situação mobiliza esforços que parecem insuficientes diante da força do vento e do calor. Em uma das frentes mais críticas, mais de 700 bombeiros trabalham ao lado de nove aeronaves de combate a incêndio, mas ainda não conseguiram conter o avanço das labaredas. O cenário foi classificado como instável pelo prefeito local, Pierre Regnault, enquanto o ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou a dificuldade das equipes em estabelecer o controle da área.
Bloqueios e ajuda internacional
O impacto dos incêndios vai além das perdas ambientais, afetando diretamente a rotina e o turismo da região. Até o momento, o fogo consumiu 4,5 mil hectares de vegetação, exigindo que moradores de 26 municípios deixassem suas casas rumo a abrigos temporários. O avanço da fumaça também alterou a dinâmica esportiva do país, forçando a organização do Tour de France a fechar ao público o trecho de uma das etapas da tradicional competição que passa perto dos focos.
Para além dos homens que atuam na linha de frente principal, outros 2 mil bombeiros se espalham pelo país para evitar que novos focos ganhem as mesmas proporções. Diante da crise ecológica e humana, a União Europeia estruturou uma resposta rápida de suporte. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, autorizou o deslocamento de quatro aviões carregadores de água vindos da Suécia e de Chipre para reforçar o combate aéreo.
Do outro lado da fronteira, em solo espanhol, a situação começa a dar sinais de trégua. Embora o fogo tenha devastado 2,2 mil hectares na Catalunha e provocado a evacuação de centenas de moradores nos últimos dias, as autoridades locais informaram que a situação já estava sob controle no fim de semana. O foco agora é evitar que as chamas do lado francês cruzem novamente a divisa entre os países.































































































