Lens, França – O cenário político espanhol sofreu um solavanco nesta semana. Com a derrubada de dois decretos essenciais pelo parlamento — peças centrais na tentativa de conter a profunda crise habitacional que assola o país —, o primeiro-ministro Pedro Sánchez optou por antecipar as eleições gerais para o dia 29 de novembro. A estratégia busca renovar a legitimidade do seu mandato, após o governo admitir que carece da maioria necessária para implementar reformas emergenciais.
A decisão chega em um momento de ascensão da extrema-direita. As pesquisas de intenção de voto colocam o Partido Popular, em uma possível coalizão com o Vox, à frente da corrida eleitoral. Enquanto isso, as ruas continuam sendo ocupadas. Cidadãos exigem o congelamento imediato dos aluguéis e maior segurança jurídica para os inquilinos, cujas demandas parecem cada vez mais distantes de um consenso legislativo.
Enquanto a Espanha se prepara para o pleito, o norte da França lida com as consequências de uma onda de protestos estudantis. Em Lens, na região de Pas-de-Calais, um adolescente de 15 anos teve a mão amputada ao manusear uma granada de dispersão durante confrontos entre manifestantes e tropas de choque. O estopim dos atos, que já levam ao fechamento de centenas de escolas, gira em torno da precariedade das estruturas educacionais e da superlotação nas salas de aula. A porta-voz do governo francês, Maud Brégeon, confirmou que entre 400 e 500 instituições permanecem de portas fechadas, focando agora na contenção da violência.
Do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos registram uma nova tragédia armada. Uma celebração estudantil em uma rua da Geórgia transformou-se em cena de crime, resultando em duas mortes e aproximadamente 30 pessoas feridas. As autoridades locais confirmaram que dois homens apontados como suspeitos foram mortos no local. Apesar do choque, a polícia garantiu que não há riscos imediatos de novos ataques para a comunidade.
Em meio a tantas instabilidades globais, a Assembleia do Nobel, em Estocolmo, trouxe um vislumbre de avanço científico ao anunciar os laureados da edição de 2026. O americano Karl Deisseroth e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel foram agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina. O trio foi reconhecido pelo desenvolvimento da optogenética, método que utiliza a luz para manipular células nervosas e entender a mecânica por trás das memórias, emoções e comportamentos humanos. A descoberta, que abre uma nova era na neurociência, será celebrada com uma premiação de 12 milhões de coroas suecas, valor aproximado de R$ 6 milhões.








