Caracas, Venezuela – A real extensão do desastre que abalou a Venezuela no final de junho se torna cada vez mais evidente à medida que as buscas avançam. De acordo com o balanço consolidado apresentado na terça-feira, dia 14 de julho de 2026, pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez Gómez, o total de mortes decorrentes da tragédia subiu para 4.734. O número de feridos que necessitaram de atendimento médico emergencial também é alarmante, alcançando a marca de 16.740 vítimas.
Os indicadores divulgados pelo parlamentar dão a dimensão exata do desafio humanitário que o país enfrenta. Enquanto as equipes de resgate conseguiram retirar 6.462 pessoas com vida debaixo dos escombros, outras 20 mil permanecem abrigadas em acampamentos temporários montados pelo governo venezuelano. A destruição física é visível nas ruas: 190 edifícios desmoronaram completamente e 856 estruturas prediais sofreram danos graves em suas fundações e fachadas.
A terra tremeu no dia 24 de junho, em uma sequência rápida e devastadora. Dois terremotos sucessivos, com magnitudes registradas de 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram com um intervalo de menos de um minuto entre si. Esse curto espaço de tempo impediu qualquer reação de fuga imediata por parte dos moradores e resultou em desabamentos sucessivos em múltiplos pontos geográficos. A destruição concentrou-se com maior violência nas áreas urbanas de Caracas e nas encostas de La Guaira.
A emergência mobilizou uma corrente internacional de apoio técnico e humanitário. Nações como Estados Unidos, China, Brasil, México e Reino Unido enviaram de forma célere equipes especializadas em buscas, equipamentos de alta tecnologia para localização de soterrados, medicamentos de urgência e toneladas de alimentos não perecíveis para abastecer as frentes de socorro.
Apoio humanitário do Brasil
Em um pronunciamento recente, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou o agradecimento oficial do país ao governo brasileiro pelo envio de suporte logístico e médico. A ajuda brasileira concentrou-se no fornecimento de medicamentos essenciais e insumos básicos de saúde de primeira necessidade, tais como seringas descartáveis, luvas cirúrgicas, máscaras protetoras, gazes esterilizadas e ataduras para curativos, materiais que estão sendo direcionados aos hospitais de campanha montados nas zonas mais críticas.









