São Paulo (SP) – Quem tentou circular pelas ruas de São Paulo na manhã desta terça-feira, 4 de junho, deparou-se com uma cidade praticamente parada. A paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) gerou um reflexo imediato no tráfego urbano. Por volta das 10h23, o monitoramento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava uma extensão impressionante de 2.125 quilômetros de congestionamento em toda a capital.
O impacto da greve não foi distribuído de maneira uniforme. A zona sul foi a área que mais sofreu, contabilizando 648 quilômetros de vias travadas. Na sequência, a zona leste acumulou 537 quilômetros de lentidão, seguida de perto pela zona oeste, que atingiu a marca de 507 quilômetros. Já a zona norte registrou 278 quilômetros de tráfego pesado, enquanto o centro da cidade apresentava 155 quilômetros de retenção.
Diante do cenário crítico de mobilidade, a prefeitura optou por suspender o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira. A decisão, tomada ainda na noite anterior após o anúncio da paralisação pelos ferroviários, buscava reduzir parte da pressão sobre o sistema viário, embora o volume de carros nas ruas tenha superado qualquer previsão.
Como medida paliativa para tentar escoar o fluxo de passageiros, o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (PAESE) foi acionado. Ônibus emergenciais foram disponibilizados para substituir parte dos trajetos ferroviários, mas a demanda superou a capacidade ofertada, resultando em veículos operando com superlotação e filas extensas nas paradas de integração.
No detalhe operacional, a situação das linhas afetadas permanece distinta. A linha 11-Coral opera de maneira limitada entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, com o restante do trecho sendo coberto por ônibus do PAESE. Na linha 12-Safira, a circulação de trens ocorre apenas entre o Brás e Engenheiro Goulart, deixando os demais pontos dependentes do auxílio rodoviário. O quadro mais severo ocorre na linha 13-Jade: o serviço está integralmente interrompido, obrigando os passageiros a dependerem exclusivamente do transporte terrestre providenciado para o atendimento emergencial.










































































































