Brasília (DF) – O paradeiro de Carlos Lopes deixou de ser um mistério nesta quarta-feira (12). O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) apresentou-se voluntariamente à Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal, encerrando um período de quase sete meses na condição de foragido da Justiça.
Lopes era alvo de um mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada para desarticular um esquema que vitimou segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após os procedimentos formais de identificação e registro na sede da PF, o dirigente deve ser transferido ao sistema prisional.
As investigações apontam que a entidade presidida por ele teria estruturado um mecanismo de filiações fabricadas. O objetivo da manobra seria viabilizar descontos associativos sem o devido consentimento dos beneficiários, desviando recursos de aposentadorias e pensões pagas pelo órgão previdenciário.
O histórico de confrontos do presidente da Conafer com o Poder Público não é recente. Ainda em setembro do ano passado, ele foi detido pela Polícia Legislativa nas dependências do Senado Federal. Na ocasião, a prisão ocorreu em flagrante por falso testemunho, enquanto prestava esclarecimentos a uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurava justamente as irregularidades nos descontos ilegais realizados contra segurados do INSS. Naquela oportunidade, contudo, a liberdade foi restabelecida poucas horas depois.
Desde novembro de 2025, Carlos Lopes figurava na lista de procurados da Operação Sem Desconto, mantendo-se escondido das autoridades. Agora, o prosseguimento dos trâmites legais fica sob responsabilidade do Judiciário. A defesa do dirigente ainda não se manifestou publicamente sobre a rendição ou os desdobramentos da prisão.



































































































