Rio de Janeiro (RJ) – O Maracanã foi palco de uma reviravolta neste sábado (15). O Fluminense, sob o comando do auxiliar interino Marcão, encerrou um jejum incômodo de oito partidas sem vitórias ao derrotar o Palmeiras por 3 a 2. O resultado não apenas aliviou a pressão sobre o elenco carioca, mas também impôs um obstáculo estratégico ao time paulista, que buscava consolidar sua posição isolada na ponta da tabela do Campeonato Brasileiro.
A troca no comando técnico, oficializada na última quinta-feira (13) após a saída de Luís Zubeldia, parece ter mexido com o brio dos jogadores. O Tricolor, que acumulava sete empates e uma derrota em seus últimos compromissos, alcançou os 38 pontos. Com isso, assegurou sua permanência na quarta posição, mantendo-se firme na zona de classificação para a Libertadores de 2027.
Do outro lado, o Palmeiras estacionou nos 48 pontos. O tropeço abre uma brecha para o Flamengo, vice-líder, encurtar a distância para apenas três pontos caso vença o Mirassol, no interior paulista, em partida marcada para este domingo (16), às 18h30.
O duelo começou favorável aos visitantes. Logo aos nove minutos, Gustavo Gómez aproveitou cobrança de escanteio de Joaquín Piquerez e, superando Jemmes no alto, encobriu o goleiro Fábio. O Fluminense resistiu e buscou a igualdade pouco antes do intervalo. Aos 42 minutos, Agustín Canobbio encontrou Hulk na área, que testou firme para as redes, anotando seu segundo gol com a camisa tricolor.
A tensão aumentou na etapa final. Aos 36 minutos, em uma jogada iniciada por um lançamento longo de Carlos Miguel, Flaco López desviou de cabeça e deixou Maurício em condições ideais. O meia, que havia acabado de substituir Andreas Pereira, finalizou com categoria na saída de Fábio e recolocou o Palmeiras à frente.
A reação dos donos da casa, porém, foi imediata. Aos 39, Guga cruzou da direita, a bola explodiu na trave após cabeçada de Germán Cano e sobrou livre para Kevin Serna empatar novamente. O golpe final veio já nos acréscimos, aos 46 minutos. Martinelli lançou Guga pela direita, que cruzou na medida. O próprio volante entrou na área para escorar, e Cano, no meio da trajetória, desviou de cabeça para garantir o 3 a 2, decretando a virada que coloca um ponto final na crise temporária do Tricolor.












