Petrópolis (RJ) – O ônibus de placa AKY-3454, que tombou na descida da serra de Petrópolis, na BR-040, durante a madrugada deste domingo (16), não possuía autorização para realizar transporte interestadual de passageiros. O levantamento da ANTT confirma que a operação é considerada clandestina, já que nenhum dos registros vinculados ao coletivo possui habilitação regular junto ao órgão regulador.
O veículo, que viajava de Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro, ostentava a identificação Estrela Guia Turismo nas laterais. No entanto, as averiguações indicam uma rede de irregularidades: o ônibus está em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda., mas nenhuma das empresas está habilitada pela ANTT. Para aumentar a confusão administrativa, o veículo carregava um adesivo da agência em nome da empresa Samara, que também se encontra inapta para operar viagens interestaduais.
A assessoria jurídica da Estrela Guia Turismo, representada pelo advogado Aroldo Leão Braz, optou pelo silêncio, informando que eventuais esclarecimentos serão prestados apenas nos autos dos processos judiciais futuros. A empresa emitiu uma nota de pesar, declarando oferecer suporte para o translado dos corpos e o retorno dos sobreviventes às suas casas.
Balanço de vítimas
A PRF contabilizou 56 pessoas a bordo no momento da tragédia, incluindo o condutor e dois auxiliares. O socorro foi dispersado entre unidades de saúde da região. No Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, onze pacientes deram entrada; seis foram liberados e cinco seguem sob cuidados médicos. Já o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, atendeu 14 vítimas. Alessandra Pereira, de 34 anos, faleceu na unidade às 7h56 de domingo. Atualmente, cinco sobreviventes permanecem internados no local, todos com quadro clínico estável.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que nove corpos foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica de Petrópolis para perícia. As vítimas foram identificadas como Jhennifer Ferreira Carvalho (33), Lavinia Eduarda Souza Dias (7), Luciana Ferreira Carvalho (53), Ketelyn Polyane Alves de Oliveira (19), Keyla Perucci da Silva (35), Priscilla de Souza Braz (33), Natália Fimiano de Barros (34), Dayanna de Lima Viana (36) e Vânia Elida de Jesus Crispim (33). Até o momento, a décima vítima fatal do tombamento ainda não teve sua identidade oficialmente reconhecida pelas autoridades.





































































































