Iúna (ES) – O governo federal oficializou, na noite desta terça-feira (18), um período de três dias de luto oficial no Brasil. A decisão, publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União, reconhece o impacto da morte de duas das atrizes mais expressivas da história cultural brasileira: Laura Cardoso e Glória Menezes.
O falecimento das duas artistas ocorreu em um curto espaço de tempo, gerando uma onda de comoção no cenário artístico. Laura Cardoso nos deixou aos 98 anos, em São Paulo. Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, a atriz estava a poucos meses de completar seu 99º aniversário, previsto para setembro. O anúncio de seu falecimento foi comunicado por meio de seu perfil oficial em uma rede social.
Quase simultaneamente, a notícia da morte de Glória Menezes chegou ao público. A atriz, batizada como Nilcedes Soares de Magalhães, faleceu aos 91 anos em sua residência, no Rio de Janeiro. A família optou por não tornar pública a causa da morte. A trajetória de Glória, que deu seus primeiros passos profissionais no teleteatro da TV Tupi, confunde-se com a própria evolução da dramaturgia no país.
O Ministério da Cultura emitiu comunicados separados para homenagear os dois nomes. Ao tratar da partida de Laura Cardoso, a pasta destacou a longevidade e a versatilidade de uma carreira que atravessou oito décadas. Segundo o texto ministerial, a atriz foi um pilar fundamental não apenas na televisão, mas também no rádio, no cinema e nos palcos brasileiros, deixando um legado que se confunde com a história das artes cênicas nacionais.
Sobre Glória Menezes, o Ministério da Cultura pontuou seu papel como uma referência definitiva para a teledramaturgia brasileira. A nota ressaltou que a atriz conseguiu transitar por gerações distintas ao longo de mais de 60 anos de atividade, imprimindo marcas indeléveis em personagens que se tornaram icônicos tanto na tela quanto no teatro e no cinema.
O luto oficial reflete a dimensão da perda sofrida pela cultura nacional em um curto intervalo de horas. Com a saída de cena de duas figuras que ocuparam o imaginário do público por quase um século, o encerramento de um ciclo na dramaturgia brasileira torna-se ainda mais evidente.


































































































