Imbituva (PR) – A madrugada desta quarta-feira (19) foi marcada por uma tragédia na BR-373, na região dos Campos Gerais. Por volta das 3h30, no quilômetro 209, um micro-ônibus e uma carreta colidiram frontalmente, resultando em pelo menos 23 mortes e deixando outros quatro feridos. A violência do impacto paralisou o tráfego em um trecho fundamental entre Imbituva e Ponta Grossa.
O cenário que se desenhou na pista revela a gravidade da ocorrência. O veículo menor, que pertencia à Secretaria de Saúde de Imbituva, transportava pacientes que buscavam atendimento médico em hospitais da Região Metropolitana de Curitiba. Em sentido oposto, rumando de Ponta Grossa em direção a Prudentópolis, trafegava a carreta, registrada em Erechim, no Rio Grande do Sul.
Entre os mortos, 21 eram adultos e dois eram crianças. A contagem trágica aponta que 22 das vítimas estavam a bordo do micro-ônibus. O condutor da carreta também não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. As cinco pessoas que sobreviveram ao impacto inicial foram rapidamente socorridas e encaminhadas para atendimento hospitalar em Ponta Grossa.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) trabalha com a hipótese de que a carreta tenha invadido a faixa contrária, o que teria provocado o choque direto. Enquanto a perícia da polícia científica busca determinar com precisão a dinâmica da batida, equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros permanecem na cena do acidente para o resgate e o trabalho de contenção.
O fluxo de veículos na região foi completamente interrompido. A interdição total da rodovia gerou filas extensas que, até a última atualização desta apuração, chegavam a cinco quilômetros no sentido Ponta Grossa e se estendiam por 12 quilômetros na direção de Prudentópolis. Até o momento, as autoridades não estabeleceram um prazo para a liberação definitiva da estrada.
A investigação segue em curso para esclarecer o que levou o motorista da carreta a perder o controle ou desviar de sua trajetória original, causando o desastre que vitimou o grupo que viajava em busca de cuidados de saúde. O caso ainda mobiliza as forças de segurança locais, que enfrentam as dificuldades operacionais impostas pelo bloqueio da rodovia.







































































































