São Paulo (SP) – A quinta-feira, 20 de agosto, foi um retrato da diversidade de estratégias na corrida presidencial. Entre visitas a centros de comércio, articulações com movimentos sociais e sabatinas, os candidatos se dividiram em uma maratona de compromissos que focaram tanto na economia quanto na mobilização de bases regionais.
Em São Paulo, o clima foi de foco total nos custos de vida. Flávio Bolsonaro (PL) visitou o Armazém Solidário na zona leste, onde aproveitou para criticar a inflação dos alimentos e os preços elevados de itens essenciais. Em seguida, o candidato seguiu para o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e participou de uma partida de futebol no Clube da Comunidade Waldemar Moreno. Ainda na capital paulista, Ronaldo Caiado (PSD) percorreu o bairro do Brás conversando com comerciantes. O candidato aproveitou o espaço para condenar as atuais regras fiscais, apontando que o cenário de juros altos sufoca o capital de giro e endivida as famílias, além de defender a regulamentação das apostas esportivas, as chamadas bets.
Augusto Cury (Avante) adotou uma postura mais técnica, dedicando o dia à preparação para o debate na TV Band, previsto para o domingo (23), além de realizar uma visita ao Hospital Samaritano e conceder entrevista sobre neurodiversidade. Já Edmilson Costa (PCB) tinha compromisso agendado com o lançamento de um livro em uma livraria paulistana, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) concentrou sua atividade em diálogos com a coordenação de campanha e participações no canal oficial do partido.
Fora do eixo principal, o Nordeste foi palco de movimentos estratégicos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato em Natal, no Rio Grande do Norte, onde reforçou a promessa de ampliar o acesso a serviços modernos de saúde e odontologia caso seja reeleito. O ex-presidente também se posicionou contra a escala de trabalho 6×1 e a tributação de pequenas compras internacionais. Em Alagoas, Renan Santos (Missão) defendeu a vaquejada como um motor econômico e cultural, argumentando que o setor carece de profissionalização para atingir um potencial de faturamento bilionário.
Hertz Dias (PSTU) cumpriu agenda em São João del-Rei, Minas Gerais, focando no setor trabalhista. O candidato defendeu a revogação de reformas previdenciárias e trabalhistas, propondo uma jornada de 36 horas semanais sem redução salarial. No Rio de Janeiro, Samara Martins (UP) focou na pauta social. Após panfletagem no mercado popular Saara, a candidata vinculou o aumento do salário mínimo e a renda à proteção contra a violência doméstica, encerrando o dia em um encontro no centro da cidade.
Entre os demais nomes na disputa, Clariana Barão (DC) dedicou o dia a entrevistas em veículos do Mato Grosso, enquanto Wilson Grassi (Democrata) manteve uma agenda interna de alinhamento com seu comitê e candidatos a cargos legislativos em Salvador. Romeu Zema (Novo) optou por não divulgar compromissos públicos.
O cenário jurídico também impôs mudanças no pleito. O TSE determinou, no início da tarde, a interrupção de todas as ações de campanha de Pablo Marçal (PRTB). A decisão permanece em vigor até que a Corte defina a situação eleitoral do empresário, cuja candidatura havia sido sustentada por uma liminar após condenação por inelegibilidade, conforme a Lei da Ficha Limpa.


































































































