São Paulo (SP) – O cenário político nacional teve uma segunda-feira (24) marcada pela busca de visibilidade e alinhamento de propostas. Enquanto alguns nomes na disputa ao Planalto priorizaram sabatinas e entrevistas, outros mergulharam em reuniões técnicas, encontros com lideranças e preparação de campanha para os próximos dias.
Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda em São Paulo, focando no setor produtivo. Às 18h, esteve na sede da Fiesp, na Avenida Paulista, em reunião com a diretoria da entidade. A noite seguiu com compromisso social no Palácio Tangará, onde marcou presença no evento de premiação TOP30, que reconhece o desempenho de empresas brasileiras.
A pauta das apostas online também ocupou o debate público, com Romeu Zema (Novo) visitando a Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo. Acompanhado por pastores e famílias afetadas pelo vício em bets, ele defendeu uma política pública para conter o avanço dessas plataformas, classificando o fenômeno como um problema grave para as famílias. Às 21h, ele encerra o dia participando de uma sabatina na TV Globo.
Em São Paulo, Ronaldo Caiado (PSD) marcou presença no evento Pacto Brasil de Futuro, na Casa Jereissati. O documento apresentado no encontro sistematiza diretrizes para um futuro planejamento governamental. O candidato reforçou em entrevista que a educação figurará no topo das prioridades caso seja eleito. No mesmo eixo de articulação, Renan Santos (Missão) reservou o dia para conversar com empresários e investidores na capital paulista, enquanto Wilson Grassi (Democrata) dividiu seu tempo entre ajustes com a equipe de comunicação e uma entrevista à Gazeta de São Paulo.
Propostas econômicas distintas marcaram as falas de outros postulantes. Augusto Cury (Avante) defendeu, em entrevistas ao Canal Rural e à TMC/Transamérica, o fatiamento do BNDES. A ideia, segundo ele, é descentralizar o crédito para financiar 10 milhões de microempresas ao longo da próxima década, prevenindo o desemprego tecnológico com o avanço da IA e da robótica. Já Samara Martins (UP) focou na questão trabalhista ao visitar demitidos da Agespisa, em Teresina. Ela criticou o processo de privatização e sustentou que o país precisa retomar a soberania industrial, superando o modelo de exportação de matéria-prima.
Hertz Dias (PSTU) reservou a noite para uma entrevista ao podcast Três Irmãos, em São Paulo. O candidato aproveitou o espaço para criticar a escala 6×1 e a precarização do trabalho, argumentando que o país vive um retrocesso imposto pela dominação de grandes potências capitalistas. Edmilson Costa (PCB) também cumpriu agenda de imprensa, conversando com o Monitor Mercantil.
Por outro lado, nomes como Clariana Barão (DC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram atividades públicas para este período. Paralelamente, o TSE mantém vigente a determinação que impede o candidato Pablo Marçal (PRTB) de conduzir atividades de campanha, incluindo a participação em debates e no horário eleitoral gratuito.












