Maceió (AL) – A corrida pelo Palácio do Planalto seguiu ritmo intenso nesta terça-feira (25), com os postulantes ao cargo dividindo-se entre sabatinas, debates técnicos e atos de rua. A pauta do dia transitou desde a necessidade de reformas estruturais até questões sensíveis como a segurança pública e o regime de governo.
Flávio Bolsonaro (PL) concentrou sua agenda em Maceió. Além de uma carreata, o candidato reuniu-se com empresários locais. Em seu discurso, traçou o Nordeste como o polo futuro da produção de alimentos nacional, traçando um paralelo com a expansão produtiva vista no Centro-Oeste e defendendo a ampliação do acesso à água. O dia também reservou espaço para um compromisso religioso, com sua participação na Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus.
Em São Paulo, o evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) atraiu nomes como Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Santos foi enfático ao criticar o atual desenho das emendas parlamentares, sugerindo que a fiscalização passe pela autonomia de um Procurador-Geral da República. Já Caiado centrou sua fala na urgência de parcerias com o setor privado para destravar gargalos de energia, visando a industrialização de regiões remotas. À noite, o candidato do PSD seguiu para sabatina na TV Globo.
O Rio de Janeiro foi o destino de Romeu Zema (Novo), que visitou a comunidade Tavares Bastos para discutir estratégias contra o crime organizado e a retomada de territórios controlados por facções. Logo após o giro pela capital fluminense, Zema cumpriu rodada de entrevistas em sabatina promovida pelos jornais O Globo, Valor e a rádio CBN.
Enquanto isso, a candidata Samara Martins (UP) focou sua militância em Aracaju. Após caminhadas com trabalhadores, ela encerrou a noite em uma plenária na ocupação João Mulungu, situada em um prédio da Universidade Federal de Sergipe. Em sua fala, defendeu a organização popular como ferramenta essencial para mudanças sociais.
Hertz Dias (PSTU) aproveitou a agenda em São Paulo para criticar a precarização do trabalho por aplicativos durante ato no Vale do Anhangabaú, após entrevista ao Monitor Mercantil. No campo do debate político, Augusto Cury (Avante) propôs durante sabatina no Grupo Thathi/Novabrasil a transição para o semi-presidencialismo, argumentando que o modelo separaria o papel estratégico do presidente da gestão técnica do primeiro-ministro. No mesmo dia, Clariana Barão (DC) enfatizou em Brasília a necessidade de reformas e a criação de centros integrados de atendimento à mulher.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve compromissos de campanha presenciais, utilizando suas redes sociais para reforçar o apoio ao fim da escala de trabalho 6 por 1, tema que tramita no Senado. Rui Costa Pimenta (PCO) dedicou o dia a reuniões internas e entrevistas, enquanto Wilson Grassi (Democrata) manteve agenda de bastidores e conversou com o portal Terra. Edmilson Costa (PCB) não apresentou atividades públicas. Vale lembrar que Pablo Marçal (PRTB) permanece impedido de realizar atos de campanha ou participar de debates, conforme determinação do TSE.












