Rio de Janeiro (RJ) – O acesso ao sistema de proteção estatal ganhou um caminho direto no Rio de Janeiro. A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, na versão virtual, elimina a necessidade de um deslocamento físico imediato para que vítimas de violência doméstica iniciem o processo de denúncia. O ambiente online funciona como uma extensão da estrutura da Polícia Civil, que mantém 16 unidades físicas dedicadas ao público feminino em todo o estado.
A interface foi desenhada para centralizar demandas críticas. Pelo portal, a mulher consegue registrar o boletim de ocorrência, formalizar o pedido de medidas protetivas de urgência e até emitir a guia para o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O suporte é ininterrupto, operando 24 horas por dia, durante toda a semana.
Desde que o sistema entrou em operação, em março de 2026, foram computados 1.040 atendimentos. O fluxo de trabalho funciona com uma análise técnica preliminar: assim que os dados são enviados, a equipe de plantão da Deam Digital valida o registro. Depois dessa etapa, a delegada titular assume o caso e encaminha o procedimento para a delegacia da circunscrição onde o crime aconteceu. É essa unidade territorial que assume a responsabilidade pelas investigações subsequentes.
A estrutura virtual, no entanto, possui limites claros diante da urgência. Quando o cenário envolve um crime em andamento ou uma situação de flagrante, a recomendação oficial segue sendo o acionamento imediato da Polícia Militar, através do telefone 190. Nesses momentos críticos, o deslocamento até a unidade presencial mais próxima continua sendo a medida mais eficaz para garantir a segurança da vítima e a contenção da violência.












