Ibatiba (ES) – A corrida pelo Palácio do Planalto nesta quarta-feira (30) foi composta por uma miscelânea de atos de rua, entrevistas e o anúncio de uma saída inesperada. Enquanto alguns postulantes ao cargo máximo do Executivo focaram na mobilização direta em centros urbanos e terminais de transporte, outros optaram pelo ambiente controlado dos estúdios de rádio e podcasts para pautar o debate público.
O cenário eleitoral perdeu um dos nomes da disputa no fim do dia: Leonardo Avalanche, do PRTB, oficializou a desistência de sua candidatura. O político não havia divulgado eventos públicos para esta quarta-feira, acompanhando o mesmo perfil de outros nomes como Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, que também não tiveram compromissos de campanha abertos ao público.
O foco em propostas concretas esteve presente nas falas de outros concorrentes. Em Goiás, Ronaldo Caiado percorreu as cidades de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia em carreatas. Aproveitou o contato com o eleitorado para sustentar que o Brasil deve ser protagonista no desenvolvimento de Inteligência Artificial, defendendo o uso de códigos abertos e critérios éticos rigorosos. Para Caiado, a soberania tecnológica é essencial para evitar que o país seja apenas um comprador de soluções externas.
Em São Paulo, Augusto Cury utilizou a sabatina no canal Inteligência LTDA para abordar a economia. O candidato do Avante propôs um controle severo sobre os gastos da máquina pública. Na visão de Cury, a responsabilidade fiscal abriria espaço para que a taxa Selic fosse reduzida para um patamar entre 7% e 8% em um ano. Ele estimou que cada ponto percentual a menos na taxa básica de juros representaria uma economia de R$ 100 bilhões no custo da dívida federal.
Enquanto isso, a pauta trabalhista movimentou as agendas de Hertz Dias e Samara Martins. Dias, que participou de um ato em Belém na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, advogou pelo fim da escala 6×1. O candidato do PSTU argumentou que a redução da carga horária, sem cortes salariais, é o único caminho para garantir mais tempo de qualidade para o descanso e a vida familiar do trabalhador. Em Belo Horizonte, Samara Martins concentrou forças no CETEF e na ocupação Eliana Silva, distribuindo panfletos.
A estrutura do financiamento partidário foi o alvo principal de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista a um pool de podcasts, o petista declarou ser contrário aos fundos partidário e eleitoral. Segundo Lula, tais mecanismos de verba pública teriam incentivado uma relação promíscua entre legendas e o poder. Em paralelo, o candidato viu sua agenda ser afetada pela meteorologia: um comício previsto para Juiz de Fora (MG) foi cancelado devido a uma forte chuva na região.
Ainda na região Sudeste, Renan Santos cumpriu uma maratona de encontros, passando por Duque de Caxias, Juiz de Fora e realizando um ato no centro histórico de Petrópolis. Já Rui Costa Pimenta encerrou sua agenda no Recife, na sede do Sinttel, e Edmilson Costa optou pelo corpo a corpo no Distrito Federal, transitando entre a Feira do Guará e o metrô local. Clariana Barão, por sua vez, cumpriu agenda de entrevistas na Rádio Cultura de Cuiabá, e Wilson Grassi concedeu espaço ao canal Sevilla Cast.











