Belo Horizonte (MG) – O cenário no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, no Bairro São Gabriel, foi alterado bruscamente na manhã desta sexta-feira (9). Por volta das 11h15, um monomotor modelo EMB-711ST, fabricado pela Embraer, perdeu sustentação e caiu sobre os trilhos destinados às manobras de vagões. O único ocupante da aeronave, o piloto, não resistiu ao impacto e faleceu no local.
A dinâmica da queda ainda intriga os investigadores. Antes de atingir o solo ferroviário, o avião, de matrícula PT-VHE, colidiu contra a estrutura física de um galpão e também derrubou um poste da rede elétrica local. O estrondo atraiu a atenção de quem passava pelas imediações e mobilizou equipes de socorro dos Bombeiros, que confirmaram o óbito assim que chegaram ao ponto da colisão.
Registros oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que o monomotor estava com a documentação em dia. A aeronave, projetada para transportar até quatro pessoas, havia decolado do Aeroporto da Pampulha momentos antes. O plano de voo previa uma escala técnica em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes que o avião retornasse à sua base original.
O espaço onde ocorreu o acidente é uma área operacional restrita, utilizada rotineiramente para a manutenção da frota metroviária. Até o momento, a concessionária Metrô BH, que administra o sistema de transporte sobre trilhos na capital mineira, optou por não emitir declarações sobre o impacto da queda em suas instalações ou possíveis danos causados à infraestrutura elétrica do pátio.
A apuração técnica sobre as razões que levaram à queda do EMB-711ST ficará a cargo de duas frentes distintas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciará os procedimentos padrão para identificar falhas mecânicas, condições climáticas ou erros humanos. Paralelamente, a Polícia Civil conduzirá o inquérito para esclarecer os detalhes criminais e as circunstâncias da fatalidade.
Agora, o foco das autoridades recai sobre a análise dos destroços e a perícia na área, enquanto os investigadores buscam entender o que teria forçado o piloto a desviar de sua rota pretendida até atingir o pátio de manutenção. O silêncio da concessionária e a complexidade do local da queda, que exige cautela por conta da proximidade com a rede elétrica, marcam os desdobramentos iniciais desta tragédia.












