Bahrein, Bahrein – O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou, nesta terça-feira (21), ter destruído uma central de dados da Amazon localizada no Bahrein. Segundo o comunicado oficial do braço armado iraniano, a instalação, que fornece serviços de nuvem para governos e empresas na região, foi atingida por diversos mísseis de cruzeiro. A companhia norte-americana não se pronunciou sobre o caso. Este não é o primeiro incidente do tipo; em março, unidades da mesma empresa já haviam sido alvo de ofensivas iranianas tanto no Bahrein quanto nos Emirados Árabes Unidos.
Em contrapartida, o Exército do Bahrein classificou a ação como um ataque ilegal contra civis e reportou que suas forças conseguiram interceptar e destruir outros projéteis durante o dia. A ofensiva iraniana não se restringiu à infraestrutura digital. A Guarda Revolucionária anunciou que atingiu radares de alerta e sistemas de defesa antimíssil dos EUA na Base Aérea de Jaber, no Kuwait. Em tom de ameaça, o grupo afirmou que esta manobra seria apenas o prelúdio para investidas mais severas com drones e mísseis.
Na Jordânia, a situação se agravou com um ataque ao complexo que abriga tropas americanas na região de al-Rukban. A mídia estatal iraniana Press TV reportou a morte de militares dos EUA, elevando a tensão diplomática a um patamar crítico. Em resposta, o Comando Central dos EUA intensificou operações para degradar a capacidade militar iraniana, focando em instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e sistemas de defesa aérea. O presidente Donald Trump elevou o tom ao prometer um ataque iminente e severo contra o complexo nuclear de Montanha Pickaxe, vizinho às instalações de Natanz.
O conflito direto entre Washington e Teerã reflete no mercado financeiro global. O preço do barril de petróleo Brent atingiu US$ 90 nesta terça-feira, uma alta de 2% em relação ao patamar recente, revertendo a queda registrada em julho. O cenário é agravado pelo bloqueio naval anunciado pelos houthis do Iêmen no Estreito de Bab el-Mandeb, uma resposta a supostas restrições impostas pela Arábia Saudita.
Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), alertou para os riscos de desabastecimento. O fechamento do Bab el-Mandeb, uma rota crítica para o Mar Vermelho, poderia comprometer 7% da oferta mundial. Soma-se a isso a instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do comércio global de petróleo, criando uma encruzilhada perigosa para a segurança energética mundial.
























































































