Brasília (DF) – O Partido Democrático Trabalhista (PDT) sacramentou, na tarde desta segunda-feira (20), em Brasília, o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o pleito deste ano. A formalização ocorreu durante a convenção nacional da sigla, consolidando um movimento de aproximação que coloca os trabalhistas ao lado do Partido dos Trabalhadores (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto.
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, defendeu a união sob a justificativa de que o cenário político atual exige uma convergência entre as forças de esquerda e centro-esquerda. Para o dirigente, a aliança é um passo estratégico necessário para conter o avanço da extrema direita no país. O tom do discurso foi de alinhamento com a agenda progressista, buscando unificar palanques e fortalecer a base eleitoral de Lula.
O próprio Lula compareceu ao evento, integrando-se à mesa de autoridades e discursando para o público presente. Embora a movimentação indique um caminho claro na disputa presidencial, o status jurídico de Lula ainda é de pré-candidato. A oficialização da candidatura do petista depende da convenção nacional do PT, agendada para o dia 2 de agosto.
O calendário eleitoral entra agora em uma fase de intensa definição para os demais partidos. O cronograma das próximas convenções nacionais já está traçado, movimentando o xadrez político das próximas semanas.
O Partido Liberal (PL) abre os trabalhos logo após, no dia 25 de julho, seguido pelo Partido Social Democrático (PSD), no dia 26. O dia 27 de julho será marcado pelas convenções do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Partido Novo. O encerramento de julho contará com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no dia 30, enquanto o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Verde (PV) se reúnem no dia 31.
A maratona partidária segue pelos primeiros dias de agosto. O Partido da Causa Operária (PCO) realiza sua convenção em 1º de agosto. Finalmente, o ciclo de definições das legendas que compõem este calendário inicial se encerra no dia 2 de agosto, data que reunirá tanto o Partido dos Trabalhadores (PT) quanto o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para deliberar sobre seus rumos definitivos no processo eleitoral.











