Rio de Janeiro (RJ) – O Poder Judiciário fluminense selou, em decisão recente, a manutenção das condenações de Flávio Lima de Mello e Pablo Francisco da Silva. Ambos respondem pelo latrocínio do publicitário, empresário e músico Sérgio José Coutinho Stamile. O crime, que chocou a rotina do Arpoador, ocorreu em agosto de 2021, dentro das dependências do Parque Garota de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
A desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, integrante do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu negar o seguimento ao recurso especial que Flávio tentava levar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a negativa, o entendimento anterior permanece inalterado: ele segue sentenciado a cumprir 23 anos e 4 meses de prisão.
No caso de Pablo Francisco da Silva, o desfecho foi ligeiramente distinto no campo do cálculo penal. O colegiado aceitou parcialmente o pedido da defesa, resultando em uma redução técnica da pena. Antes fixada em 27 anos, 2 meses e 20 dias, a reprimenda caiu para 26 anos e 3 meses de reclusão. Mesmo com o ajuste, o regime imposto continua sendo o fechado.
A dinâmica do crime, exposta durante o processo, detalha uma ação violenta e repentina. Segundo a acusação, os dois homens abordaram Stamile enquanto ele estava no parque. Houve luta corporal, seguida pela imobilização e asfixia da vítima. Após o falecimento do empresário, os criminosos fugiram do local levando os pertences pessoais do músico.
Stamile, que era amplamente conhecido na região pela alcunha de “Pirata do Arpoador”, tinha o hábito de frequentar o parque durante o período noturno. Ele costumava buscar o isolamento da área — que costumava estar deserta naquele horário — especificamente para praticar meditação. Naquela noite de agosto, a rotina de introspecção terminou de forma trágica nas mãos dos condenados.
A decisão do Tribunal reforça o entendimento de que a materialidade e a autoria do latrocínio foram devidamente comprovadas ao longo da instrução processual. O caso, que gerou forte comoção entre frequentadores da orla carioca, chega agora a uma fase em que o espaço para manobras recursais se torna cada vez mais restrito, consolidando as penas impostas aos envolvidos.






























































































