Brasília (DF) – Produtores rurais agora possuem um caminho mais curto para modernizar suas lavouras. O Conselho Monetário Nacional (CMN) flexibilizou, nesta quarta-feira (20), as regras para o uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), permitindo que pessoas físicas e empresários individuais do campo acessem financiamentos voltados à inovação e à digitalização.
Até então, o crédito era uma exclusividade de empresas formalmente constituídas. A mudança abre as portas para quem trabalha com agronegócio, produção florestal, pesca e aquicultura — incluindo os serviços prestados a esses setores. O dinheiro, repassado pelo FAT ao BNDES, chega ao produtor com juros subsidiados e correção pela Taxa Referencial (TR), uma alternativa bem mais barata que as linhas convencionais do mercado.
O objetivo é claro: dar fôlego para a compra de máquinas, implementação de tecnologias digitais e melhoria direta na produtividade da porteira para dentro. O governo aposta que essa injeção de capital não só dará um choque de eficiência no campo, como também deve aquecer a indústria de equipamentos e gerar novos postos de trabalho em diversas regiões do país.
A decisão foi tomada pela cúpula econômica do governo, composta pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Com essa medida, o Executivo tenta reduzir o abismo tecnológico que ainda separa pequenos e médios produtores dos grandes players do setor.








































































































