São Paulo (SP) – A contagem de diagnósticos de sarampo no estado de São Paulo subiu para sete apenas em 2024. Na noite de terça-feira (30), o governo estadual confirmou a entrada de mais dois pacientes nas estatísticas oficiais, ambos localizados na capital paulista, próximo à divisa com Guarulhos.
Os novos registros envolvem um bebê de apenas seis meses e uma mulher de 20 anos. O detalhe que preocupa as autoridades de saúde é o vínculo epidemiológico: a jovem é mãe de uma criança que teve a infecção confirmada na semana anterior. O histórico recente mostra uma concentração de casos em bebês, já que outros três diagnósticos registrados há poucos dias envolviam pacientes na faixa etária entre seis meses e um ano. Investigadores buscam agora entender o foco da transmissão.
Para frear o avanço do vírus, a estratégia adotada foi a antecipação da dose zero da tríplice viral. A recomendação vale para crianças de seis a 11 meses e 29 dias residentes na capital e em Guarulhos. É preciso ter clareza: essa medida é uma proteção extra e não anula o calendário regular. Aos 12 meses, a criança ainda deve receber a primeira dose padrão, seguida pela segunda aplicação aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral.
A situação é delicada se observarmos os números atuais de cobertura vacinal no território paulista: apenas 85,32% do público-alvo recebeu a primeira dose e 72,06% completou o esquema completo. O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade. O vírus circula pelo ar ao falar, espirrar ou tossir, e uma pessoa infectada pode contaminar nove em cada dez indivíduos próximos que não possuam imunidade.
Quem precisa se proteger
Não são apenas as crianças que precisam estar em alerta. Qualquer cidadão com até 59 anos que não possua comprovação de vacinação ou que tenha o esquema incompleto deve buscar um posto de saúde. A rede do SUS oferece o imunizante de forma gratuita.
Ignorar essa proteção é um risco desnecessário. O sarampo se manifesta inicialmente com febre alta e manchas vermelhas pelo corpo, além de sintomas que confundem, como tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar geral. No entanto, o desfecho pode ser muito mais severo. Em quadros agravados, o paciente corre o risco de desenvolver pneumonia, cegueira, infecções de ouvido severas, diarreia persistente e até encefalite, que é a inflamação do tecido cerebral.
A recomendação das autoridades de saúde permanece a mesma: verificar a carteirinha de vacinação o quanto antes. O vírus, que já foi um dos maiores responsáveis pela mortalidade infantil em décadas passadas, ainda encontra brechas onde a imunização falha.





































































































