Rio de Janeiro (RJ) – A Cidade do Rock, instalada na Barra da Tijuca, volta a ser o epicentro cultural do Rio de Janeiro a partir desta sexta-feira (4). O Rock in Rio 2026 inicia sua jornada com uma mudança visual marcante: o Palco Mundo agora exibe uma cenografia frontal composta por 2.400 m² de painéis de LED de alta definição. A estrutura foi desenhada para transformar cada apresentação em uma imersão visual personalizada, permitindo que artistas nacionais e internacionais explorem novas possibilidades estéticas diante do público.
O line-up desta edição é um reflexo do ecletismo que define o festival há 41 anos. Entre os nomes que subirão ao palco principal estão Elton John — em um aguardado retorno aos palcos após sua despedida das turnês internacionais —, além de Foo Fighters, Maroon 5, Ivete Sangalo, Gilberto Gil, DJ Alok, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho. Para Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, o novo palco não é apenas uma peça de infraestrutura, mas uma plataforma de criação coletiva que coloca a tecnologia a serviço do talento individual de cada músico.
O festival mantém sua característica de encontro entre gerações. Segundo a organização, a proposta é que o espaço funcione como um microcosmo da sociedade, onde diferentes tribos — dos roqueiros aos entusiastas do pop — coexistam e celebrem a música. Esse dinamismo será sentido também nos outros cinco palcos distribuídos pelo parque: Sunset, Espaço Favela, New Dance Order, Global Village e Supernova, que abrigam nomes como Capital Inicial, MC Rodrigo do CN, Steve Angello, Paulinho Moska e Diogo Defante, entre outros.
A pirotecnia continua sendo um pilar das noites na Barra. Momentos antes das atrações do Palco Mundo, o céu será iluminado por um show sincronizado com música, utilizando sete balsas adicionais para ampliar o alcance visual. A adrenalina também ficará por conta da Esquadrilha Céu e suas manobras acrobáticas, além de uma série de exibições programadas com drones, que abordarão temas como o Dia da Amazônia e a conexão entre o público e os artistas.
A experiência do espectador em 2026 passa, obrigatoriamente, pelo aplicativo oficial. A ferramenta recebeu atualizações para otimizar o tempo na Cidade do Rock: através de geolocalização, os visitantes poderão agendar horários em brinquedos como a Roda-Gigante e a montanha-russa, evitando filas. O sistema também permite a compra antecipada de alimentos e bebidas via PIX ou cartão de crédito. A logística interna inclui ainda o Gourmet Square, com curadoria do chef Pedro Siqueira, e o retorno da Babilônia Feira Hype, com 20 expositores de artesanato.
Desde sua fundação em 1985, o evento acumula marcas expressivas: foram mais de 12,3 milhões de visitantes e 4.667 artistas que passaram por 141 dias de shows. Mais do que um festival de música, a organização ressalta o impacto econômico e social que o evento mantém, com a criação de quase 300 mil empregos ao longo de sua história e a movimentação bilionária na economia carioca.











