Salvador (BA) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira (1º), em Salvador, da cerimônia que marcou a conclusão da reforma do Teatro Castro Alves. A entrega da última etapa encerra um ciclo de intervenções iniciado em março de 2024, que consumiu R$ 260 milhões em recursos voltados à modernização, segurança e acessibilidade de um dos principais palcos do país.
O projeto contemplou áreas estratégicas, como a Sala Principal — que mantém sua capacidade superior a 1,5 mil lugares —, o foyer histórico, o Jardim Suspenso e o Centro Técnico. Além disso, as estruturas administrativas e de apoio aos corpos artísticos residentes, a exemplo da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), foram inteiramente requalificadas. Esta fase final focou na atualização da mecânica cênica, iluminação e sonorização, além de uma revisão completa na acústica do espaço.
O restauro das fachadas e a recuperação estrutural dos camarins acompanharam a implantação de novos elevadores e rotas de circulação adaptadas. O complexo ganhou ainda o Edifício Lâmina e áreas planejadas para a convivência do público e produção cultural. Essas melhorias complementam trabalhos anteriores, que já haviam entregue a reforma da Concha Acústica e a construção de um edifício-garagem.
Durante o evento, o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, defendeu que a estrutura entregue garante dignidade aos profissionais do setor. Para ele, o teatro atua como um pilar de transformação social e cidadania. Já a ministra da Cultura, Margareth Menezes, classificou o novo TCA como uma das instalações de maior relevância na América Latina, descrevendo a obra como o fortalecimento de um compromisso histórico com as artes.
A história do teatro é marcada por resiliência. Inaugurado originalmente em 1958, o equipamento sofreu um incêndio poucos dias após abrir as portas, sendo necessário um longo processo de reconstrução até sua reabertura definitiva, em 1967. Desde então, tornou-se um marco para as artes cênicas, a música e a dança brasileiras.
A solenidade de reabertura contou com uma apresentação da OSBA, sob a direção artística de Elísio Lopes e a regência musical de Carlos Prazeres e Manno Góes, celebrando o novo momento do espaço cultural baiano.












