Brasília (DF) – O combate ao crime organizado na Amazônia Legal ganha um novo capítulo com o lançamento do programa Território Seguro, Amazônia Soberana. A iniciativa, oficializada pela Portaria nº 1.220 do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foca especialmente na proteção de terras indígenas e territórios de comunidades tradicionais, alvos frequentes do tráfico de drogas e esquemas de lavagem de dinheiro.
A estratégia vai além do policiamento ostensivo. O plano mira a desarticulação de facções, a prevenção da violência e, sobretudo, o fim do aliciamento de jovens pelas organizações criminosas. Para isso, o governo aposta em ações de inclusão social e no fomento a atividades produtivas sustentáveis, reconhecendo que a segurança pública na região exige respeito às particularidades socioculturais locais.
A inteligência terá papel central nesta operação. O Centro de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal coordenará uma força-tarefa com a Interpol, utilizando tecnologia de ponta para monitorar e analisar a logística das quadrilhas. Um comitê gestor, composto por integrantes de diversas pastas e forças de segurança, será o responsável por alinhar a execução dessas medidas em campo.








































































































