Brasília (DF) – O cruzamento de dados genéticos ganha um impulso decisivo na próxima segunda-feira, dia 24. Uma força-tarefa será implementada simultaneamente nos 26 estados e no Distrito Federal com o objetivo de ampliar o banco de perfis de pessoas desaparecidas. A iniciativa, que se estende até a sexta-feira, dia 28, conta com 334 postos de atendimento distribuídos por todo o território nacional, preparados para receber o material biológico de familiares.
Esta é a quarta vez que o governo federal, em colaboração direta com as secretarias de segurança pública, articula a mobilização. O procedimento é simples, totalmente indolor e isento de custos. A lógica por trás do esforço é clara: ao coletar o DNA de parentes de primeiro grau — como pais, filhos e irmãos —, as autoridades criam uma base de dados capaz de identificar, por comparação, indivíduos encontrados vivos ou falecidos que atualmente estão sem identificação nos registros estaduais e nacionais.
Quem deseja colaborar precisa estar atento à documentação necessária. No momento do comparecimento, é indispensável portar um documento de identificação civil e os dados do Boletim de Ocorrência registrado anteriormente. Informações como o número do documento, a delegacia responsável e o estado onde a queixa foi protocolada são fundamentais para o processo de busca.
A celeridade no contato é um dos pontos focais da campanha. Caso o processamento laboratorial identifique uma correspondência positiva entre o DNA coletado e o perfil de uma pessoa localizada, a instituição encarregada assumirá a responsabilidade de comunicar imediatamente o familiar que efetuou a doação.
O Ministério da Justiça reforça que a campanha funciona como um recurso estratégico para famílias que ainda não tiveram a oportunidade de registrar o material genético. O impacto dessa medida pode representar, para muitos, a peça que faltava na resolução de casos que se arrastam por anos em arquivos policiais.
A lista completa com os endereços de todos os 334 pontos de coleta está disponível para consulta dos interessados. A recomendação dos organizadores é que a prioridade seja dada aos parentes de primeiro grau, garantindo assim uma maior precisão técnica nos exames realizados.











