O governo do estado de São Paulo impôs uma multa histórica de R$ 1,04 bilhão à rede varejista Fast Shop. A penalidade, a maior já registrada no Brasil sob a Lei Anticorrupção, foi determinada pela Controladoria Geral do Estado (CGE-SP) após a comprovação de irregularidades graves envolvendo benefícios tributários indevidos e interferência na fiscalização estadual.
As investigações apontaram que a empresa contratou a Smart Tax, consultoria gerida pelo ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, para realizar a mineração de dados fiscais. O esquema utilizava informações privilegiadas e certificados digitais para obter créditos indevidos de ICMS, gerando um prejuízo bilionário aos cofres públicos paulistas ao prometer blindagem contra auditorias.
Desdobramentos da Operação Ícaro
A sanção é resultado da Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por meio do GEDEC. Paralelamente à multa administrativa, o órgão firmou um acordo penal com sócios e um diretor da companhia, que deverão pagar R$ 100 milhões como reparação, além de implementar melhorias nos controles internos para prevenir novos atos de corrupção.







































































































