A Polícia Federal (PF) revelou a existência de mensagens com teor violento no aparelho celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). O parlamentar foi detido nesta terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
As evidências foram obtidas mediante autorização judicial e constam na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores interceptaram diálogos que ligam o deputado a intimidações contra críticos e possíveis envolvidos no esquema de desvios de verbas públicas.
Ameaças e intimidações sob investigação
Em um dos registros de 2021, quando ainda exercia o mandato de vereador, Rangel teria articulado um ataque contra um homem que o criticou nas redes sociais. As mensagens mostram o parlamentar solicitando o endereço da vítima e mencionando o uso de disparos de arma de fogo contra o portão de sua residência para transmitir um “recado”.
Outro diálogo, datado de 2022, demonstra que o deputado e seu assessor, Fábio Pourbaix Azevedo, planejavam ações contra terceiros. “Vai se enforcar sozinho! Está chegando a hora dele!”, afirmou o assessor, enquanto Rangel respondia com provocações destinadas a desestabilizar emocionalmente o alvo da investida.
Provas financeiras e defesa
Além das ameaças, a PF localizou no dispositivo uma foto de maços de dinheiro em espécie. A imagem foi enviada pelo investigado Luis Fernando Passos em setembro de 2024, logo após a confirmação da assinatura de um contrato, acompanhada da mensagem: “Guardado”.
- O deputado nega categoricamente qualquer envolvimento em práticas ilícitas.
- A defesa técnica alega que é prematuro tirar conclusões sem o acesso integral aos autos.
- Os advogados reforçaram que prestarão todos os esclarecimentos necessários no decorrer do processo.







































































































