São Paulo (SP) – A terça-feira (18) dos candidatos ao Palácio do Planalto foi marcada por um intenso cronograma de entrevistas e sabatinas, com foco especial nas discussões sobre a estrutura tributária e a gestão da máquina pública brasileira. A União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) funcionou como o principal palco para os postulantes ao cargo máximo do Executivo.
Augusto Cury (Avante), que participou da sabatina da Unecs, adiantou planos de revisar a reforma tributária, argumentando que o setor de comércio e serviços sustenta 70% da economia nacional. O candidato também sugeriu uma transição para beneficiários do Bolsa Família que acessam o mercado de trabalho ou formalizam-se como MEI. Na mesma ocasião, Ronaldo Caiado (PSD) criticou o modelo de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e propôs o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para fixar gastos públicos em um percentual do PIB, estimado entre 40% e 50%.
A jornada de Flávio Bolsonaro (PL) incluiu um ato público em Belo Horizonte e uma entrevista à Rádio Itatiaia, onde detalhou a estratégia de reduzir a Esplanada dos Ministérios de 39 para 23 pastas. O candidato focou na desoneração de insumos para data centers, criticando uma tarifa de 25% que, segundo ele, trava o desenvolvimento digital no país.
Outros nomes também utilizaram as sabatinas para contrastar visões. Renan Santos (Missão) defendeu um corte de R$ 200 bilhões em despesas públicas para baixar a taxa de juros e manifestou oposição frontal ao projeto que prevê o fim da escala 6×1, classificando a medida como um risco aos custos operacionais das empresas. Ele sugeriu, ainda, a criação de centros municipais de empregabilidade para mediar a saída do Bolsa Família.
Em São Paulo, Romeu Zema (Novo) focou em pautas sociais, encontrando famílias afetadas pelo vício em jogos de azar. O candidato prometeu que, caso eleito, seu primeiro ato administrativo será o banimento das plataformas de apostas online. No mesmo estado, Clariana Barão (Democracia Cristã) dedicou o dia ao contato com eleitores e lideranças locais, priorizando debates sobre equidade salarial, combate ao feminicídio e proteção à infância.
O espectro da esquerda trouxe propostas de ruptura com o modelo econômico atual. Edmilson Costa (PCB) defendeu a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, o fim da escala 6×1 e a realização de uma auditoria na dívida pública. Rui Costa Pimenta (PCO) advogou pela reestatização de empresas privatizadas e a implementação de uma jornada semanal de 35 horas. Já Hertz Dias (PSTU) focou no controle público dos setores estratégicos, como energia e infraestrutura.
Entre as agendas de comunicação digital, Pablo Marçal (PRTB) sugeriu a ampliação de mecanismos digitais de participação popular e uma descentralização econômica com foco no Nordeste. Wilson Grassi (Democrata) explorou temas como o fortalecimento do SUS, a inclusão da causa animal nas políticas públicas e o investimento em pesquisa.
Ao fim do dia, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não registraram compromissos oficiais em suas agendas públicas.
































































































