Brasília (DF) – O senador Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL à Presidência da República, esteve na Catedral de Brasília nesta segunda-feira (12). O parlamentar afirmou que sua presença na cerimônia atendeu a um convite direto do cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano da capital federal.
A presença do político no espaço religioso ocorre em um cenário de embates recentes entre o candidato e a cúpula da Igreja Católica no país. No mês anterior, circularam rumores de que uma eventual gestão de Flávio poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Na ocasião, o senador alegou que setores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teriam colaborado para disseminar a narrativa. A entidade prontamente rechaçou o envolvimento em qualquer produção ou espalhamento de desinformação sobre o pleito atual. O candidato, por sua vez, reafirmou que não possui qualquer intenção de alterar o status da padroeira.
Logo após a missa, o foco de Flávio mudou para a situação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele celebrou a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que liberou a retomada das visitas presenciais. O ex-presidente cumpre pena em regime domiciliar desde que foi diagnosticado com pneumonia bacteriana, condição que sucedeu uma intervenção cirúrgica.
Embora tenha manifestado satisfação com a flexibilização imposta pela Corte, o senador admitiu que o cronograma ainda não está fechado. O encontro deve ocorrer nesta terça-feira (13), mas o horário exato ainda depende de trâmites de comunicação com os responsáveis pela custódia. Ao ser questionado se pretendia utilizar os momentos com o pai para buscar diretrizes de campanha, o presidenciável foi cauteloso. Evitou comentar a possibilidade para não incorrer em descumprimento de ordens judiciais.
O rigor da justiça sobre o contato entre os dois tem um precedente claro. As visitas haviam sido suspensas em julho, quando o STF identificou que o senador utilizou uma correspondência enviada pelo pai para impulsionar sua candidatura. A determinação atual mantém vedações estritas: Flávio está terminantemente proibido de converter os encontros em atos políticos ou de divulgar qualquer tipo de manifesto, nota ou fala emitida pelo ex-presidente.
Jair Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista desenhada após o resultado das urnas em 2022. Enquanto o pai cumpre a sentença em casa, o senador segue em campanha para o segundo turno, disputando o Palácio do Planalto contra Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.












