Brasília (DF) – A menos de quarenta dias para o início da votação, a Justiça Eleitoral elevou o tom do apelo aos cidadãos. O ministro Kassio Nunes Marques, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproveitou a sessão de julgamentos desta terça-feira (25) para incentivar a participação popular no processo que definirá os próximos representantes do país em outubro.
O convite, feito em tom solene, foi além da formalidade burocrática. O magistrado descreveu o voto como uma forma de manter a “força viva da integridade” democrática brasileira. Na visão do presidente do TSE, o eleitor assume o papel de protagonista absoluto no evento, sendo a soberania de sua escolha o principal norte para o trabalho desempenhado pela corte.
Para conferir autoridade ao chamado, o ministro trouxe a público o resultado de uma eleição simulada conduzida no último domingo (23) na cidade de Paulino Neves, no Maranhão. O teste em ambiente real foi apresentado como prova incontestável da transparência e da blindagem do sistema eletrônico de votação. Segundo ele, o exercício operacional não apenas validou a tecnologia empregada, mas serviu como uma demonstração simbólica de que a Justiça Eleitoral permanece capilarizada onde a população realmente habita.
O calendário eleitoral, já em contagem regressiva, reserva o dia 4 de outubro para a escolha de deputados federais, estaduais e distritais, além de governadores, senadores e o presidente da República. A expectativa do TSE é que cerca de 158 milhões de eleitores estejam aptos a comparecer aos seus respectivos colégios eleitorais nesta data.
Caso nenhum dos candidatos aos cargos de governador ou presidente alcance a marca de 50% dos votos válidos — descartando-se, para esse cálculo, o peso de votos brancos e nulos —, o processo seguirá para um segundo turno. Esta etapa decisiva está agendada para o dia 25 de outubro, quando o corpo eleitoral será convocado novamente para definir o vencedor em disputas que persistirem sem definição matemática no primeiro confronto.
O pronunciamento encerra uma fase preparatória, focada em dissipar dúvidas sobre a logística e a confiabilidade do processo. Ao pedir que os brasileiros exerçam o direito de escolha com orgulho, o tribunal busca assegurar uma adesão massiva às urnas, reafirmando que a engrenagem do pleito depende essencialmente do comparecimento do cidadão no domingo de votação.











