Brasília (DF) – Seis municípios da Região Sul tiveram sua situação de emergência oficializada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A decisão, formalizada pela Portaria nº 2.808 e publicada no Diário Oficial da União, responde aos danos causados por tempestades de granizo e precipitações intensas que assolaram a região entre julho e agosto.
No Paraná, a cidade de Marquinho consta na lista devido aos estragos provocados pelas pedras de gelo. O mesmo fenômeno foi registrado em Caseiros, no Rio Grande do Sul. Já os municípios gaúchos de Bom Retiro do Sul, Jari e Rolante, somados a Bocaina do Sul, em Santa Catarina, tiveram suas estruturas e rotinas impactadas pela força das chuvas persistentes registradas no período.
Caminho para recursos
Com o reconhecimento oficial, as prefeituras ganham o respaldo necessário para pleitear auxílio financeiro junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A burocracia, contudo, exige rigor: o acesso ao dinheiro depende da apresentação de planos de trabalho detalhados via Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Uma vez protocolado o pedido, técnicos da Defesa Civil Nacional realizam uma triagem das metas e dos valores solicitados por cada gestor municipal. O objetivo é garantir que o repasse seja direcionado a ações vitais, como a compra de cestas básicas, a distribuição de água potável para áreas atingidas e a entrega de kits de higiene e limpeza às famílias desabrigadas ou desalojadas.
Além do suporte direto à população, a verba federal também pode ser alocada na execução de obras emergenciais. O foco dessas intervenções costuma ser o restabelecimento urgente de serviços essenciais, como o reparo em estradas vicinais, pontes ou redes de energia que foram comprometidas pela severidade dos eventos climáticos recentes.












