São Paulo (SP) – A 28ª edição do Prêmio Educador Nota 10, referência no reconhecimento de práticas de excelência no ensino, apresentou os doze trabalhos que disputam a etapa final da premiação. A lista encerra um ciclo de 3,9 mil inscrições recebidas de todo o território brasileiro, abrangendo desde a rede pública até a particular. Pela primeira vez em sua história, o concurso reserva uma categoria exclusiva para gestores escolares, ampliando o alcance do reconhecimento para além da sala de aula.
O anúncio dos premiados ocorrerá em 10 de novembro, durante um evento presencial na Pinacoteca de São Paulo. A disputa está dividida entre a categoria Professor/Coordenador, organizada pelos eixos de Sustentabilidade, Direitos Humanos e Inovação e Tecnologia, e a categoria Gestor Escolar, focada em Gestão da Aprendizagem.
A premiação oferece incentivos que mesclam suporte financeiro e formação continuada. Os primeiros colocados de cada categoria receberão R$ 25 mil, uma bolsa de pós-graduação no Instituto Singularidades e acesso por dois anos à plataforma PROFS. O segundo e o terceiro lugares garantem, respectivamente, R$ 20 mil e R$ 15 mil, além de descontos em pós-graduação e acesso ao ambiente de suporte pedagógico por um ano.
Gestão em foco
Na nova categoria de Gestão Escolar, os finalistas são Edileuza Araujo de Souza (TO), com o uso de dados para recompor aprendizagens; João Carlos Carneiro (SP), que automatizou processos com tecnologias como biometria e chatbots; e Tânia Maria de Farias Pereira (CE), que estruturou o protagonismo estudantil por meio de evidências pedagógicas.
Inovação e tecnologia
Entre os docentes e coordenadores de Inovação e Tecnologia, destacam-se Michelle Mariano Mendonça (SP), com a rede colaborativa de pesquisa; Josane do Nascimento Ferreira Cunha (MT), que trouxe a investigação científica para o ensino de química; e Daniela Steinheuzer (SC), que utilizou hortos e terrários para explicar fenômenos meteorológicos.
Sustentabilidade
O eixo de Sustentabilidade traz os projetos de Fernanda Ferreira de Oliveira (SP), que explora narrativas indígenas e afro-brasileiras na educação infantil; Renata Araujo de Souza (SP), focada no contato sensorial de bebês com a natureza; e Lazelane Ferreira da Silva (GO), responsável pela criação de miniflorestas com plantas nativas do Cerrado em áreas urbanas.
Direitos Humanos
Por fim, na categoria de Direitos Humanos, os finalistas são Rodrigo da Vitória Gomes (ES), que promove a ressocialização via ciência em unidades prisionais; Qircia Aparecida Fonseca Santana (BA), que conectou saberes quilombolas à literatura; e Daniela Aparecida Ferreira Arfelli (SP), que alfabetizou estudantes de áreas de assentamento através do registro de suas próprias histórias.
A iniciativa é uma realização do Instituto Somos em parceria com o Ministério da Cultura, viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.












