Cariacica (ES) – O domingo (30) reservou um feito inédito para a canoagem brasileira. Jacky Godmann e Gabriel Nascimento cruzaram a linha de chegada na segunda posição do C2 500m, selando uma marca histórica: a primeira vez que o país sobe ao pódio em um Mundial de velocidade sem o protagonismo de Isaquias Queiroz nesta modalidade específica.
A dupla completou o percurso em 1min39s81. O desempenho foi consistente, mantendo a pressão sobre os rivais até os metros finais. Apenas 58 centésimos separaram os brasileiros do ouro, que ficou com a dupla de atletas independentes composta por Zakhar Petrov e Ivan Shtyl, responsáveis pelo tempo de 1min39s23.
O saldo da delegação brasileira no torneio, somado ao título mundial de Isaquias Queiroz no C1 500m conquistado no sábado (29), consolidou a sétima posição no quadro geral de medalhas. O país encerrou sua participação com um ouro, cinco pratas e dois bronzes.
O cenário da paracanoagem foi igualmente fértil para o Brasil, que adicionou mais seis pódios à conta total. Fernando Rufino, o Cowboy, abriu o dia de conquistas ao garantir a prata na categoria KL2 200m. A disputa foi decidida por detalhes: com 42s79, ele terminou a apenas três centésimos do australiano Curtis McGrath, que cravou 42s76 e levou o topo do pódio.
A sequência da competição viu uma dobradinha brasileira na prova do KL3 200m. Gabriel Porto assegurou a medalha de prata ao finalizar o trajeto em 39s91, seguido de perto por Miqueias Rodrigues, que completou o pódio com o bronze ao marcar 40s68. O primeiro lugar ficou com o georgiano Serhii Yemelianov, com o tempo de 39s82.
Entre pratas e bronzes, o desempenho da delegação em Samarcanda reafirma a força da modalidade em escala global. Para Godmann e Nascimento, o resultado representa mais do que uma marca estatística; é a afirmação de uma parceria que, pela primeira vez, coloca seus nomes entre os principais atletas do cenário sênior mundial.












