Iúna (ES) – A contagem regressiva para a próxima Copa do Mundo já começou, mas o clima no país é de incerteza. Com a eliminação precoce nas oitavas de final para a Noruega, o torcedor brasileiro volta suas atenções para o futuro e questiona a permanência de Neymar na Amarelinha. Após 1.419 dias até o torneio de 2030, a pergunta que ecoa é se o atacante ainda possui espaço entre os convocados.
Dados coletados pela IMO Insights revelam que 46% dos brasileiros consideram o ciclo do jogador encerrado. Embora não represente a maioria absoluta, o número é expressivo. Do lado oposto, 36% do público ainda defende a continuidade do atleta, que terá 38 anos na próxima edição. Uma parcela de 18% prefere se manter neutra diante do dilema.
O desgaste da imagem de Neymar tornou-se evidente nos últimos meses. Para 67% dos entrevistados, a ausência do camisa 10 seria um passo necessário para abrir espaço a uma renovação profunda visando 2030. Comparado ao período pré-Copa, o jogador perdeu seis pontos percentuais como favorito do público e viu aumentar sua rejeição, liderando hoje o índice de atletas menos queridos pelo torcedor.
A trajetória recente de Neymar foi marcada por problemas físicos. Ele chegou ao Mundial deste ano com uma lesão grau dois na panturrilha direita e atuou por apenas 55 minutos durante a competição — sendo 15 contra a Escócia e cerca de 40 no duelo decisivo contra a Noruega, quando marcou um gol de pênalti. Caso seu caminho na Seleção tenha chegado ao fim, ele se despede com 80 gols em 130 partidas oficiais, superando Pelé como maior artilheiro da história da equipe nacional, além de colecionar o ouro olímpico de 2016 e a Copa das Confederações de 2013.
Gestão em xeque
A insatisfação popular não se restringe apenas ao elenco. Existe uma cobrança nítida por transformações na CBF. Nos quatro anos entre o Mundial do Catar e o de 2026, a entidade foi palco de trocas controversas na presidência e viu quatro nomes diferentes ocuparem o comando técnico, desde interinos até Carlo Ancelotti.
A pesquisa mostra que 86% dos brasileiros exigem mudanças estruturais para que o Brasil retome o posto de potência no futebol. Para 72% dos ouvidos, a gestão falha foi um fator determinante na queda precoce. Curiosamente, a responsabilidade direta da entidade pela eliminação é vista de forma distinta: apenas 14% a apontam como a maior culpada, preferindo atribuir o resultado ao desempenho dos jogadores, às escolhas táticas de Ancelotti ou à convocação. A Noruega, responsável pelo placar final, foi citada por apenas 6% como superior tecnicamente.























































































