Brasília (DF) – O Diário Oficial da União oficializou, nesta semana, o estado de emergência para sete cidades do Rio Grande do Sul. A decisão, assinada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, coloca São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi na lista prioritária para o recebimento de auxílio financeiro do governo federal.
O reconhecimento jurídico não é apenas um formalismo administrativo. Trata-se do gatilho indispensável para que essas prefeituras consigam solicitar verbas da União destinadas à mitigação de danos e à recuperação de infraestruturas devastadas. Agora, a bola está com as gestões locais: cada município precisa submeter seus planos de trabalho para a análise técnica. Uma vez aprovados, os repasses serão liberados para custear o socorro imediato, o amparo às famílias desabrigadas ou desalojadas e o reparo de vias e prédios públicos danificados pelo excesso de precipitação.
A calmaria, contudo, ainda parece distante. Para esta segunda-feira (29), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta vermelho para instabilidades. O cenário é alimentado por uma configuração meteorológica específica: o contraste de pressão entre um centro localizado na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul. Esse sistema, que fortalece o chamado Jato de Baixos Níveis, mantém as nuvens carregadas estagnadas sobre o território gaúcho.
A previsão é de que a chuva e as rajadas de vento continuem a castigar o estado. O aviso meteorológico laranja indica perigo de tempestades acompanhadas de granizo. Enquanto o fenômeno persiste, o frio recua levemente. As mínimas devem atingir os 10°C apenas nas áreas de serra, enquanto o restante do Rio Grande do Sul enfrenta temperaturas máximas na casa dos 24°C, valor que oscila conforme a intensidade das tempestades que atingem cada região.


























































































