Tiro, Líbano – O cenário no Oriente Médio voltou a se deteriorar rapidamente nesta terça-feira, dia 9, ignorando os recentes acenos por um cessar-fogo. A calmaria prometida durou pouco. Em uma manobra ofensiva, forças israelenses lançaram bombardeios contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano. O saldo imediato da ação, confirmado pelo Ministério da Saúde Libanês, é de pelo menos oito mortos.
A resposta de Teerã não tardou a chegar. Autoridades iranianas subiram o tom, assegurando que qualquer nova incursão israelense contra território libanês ou contra a capital, Beirute, desencadeará uma retaliação direta. A volatilidade ganha contornos globais com o envolvimento da Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou publicamente o Irã pela queda de uma aeronave militar americana no Estreito de Ormuz, sinalizando que Washington prepara uma resposta ao incidente.
Enquanto o tabuleiro geopolítico se convulsiona, o continente africano enfrenta um desafio de outra natureza. Na República Democrática do Congo, o surto da variante Bundibugyo do ebola superou a capacidade de contenção das equipes locais. O cenário é crítico: a contagem oficial já aponta 282 casos confirmados e mais de mil suspeitas. Sem vacinas ou tratamentos aprovados, o receio da Organização Mundial da Saúde é de que a situação se transforme em uma crise sanitária de proporções regionais.
O pânico gerado pela doença atravessou fronteiras e atingiu o Quênia, onde a construção de um centro de quarentena, financiado pelos Estados Unidos, provocou revolta popular. Na cidade de Nanyuki, um protesto terminou de forma trágica com a morte de um manifestante. Para dispersar a multidão que impedia o avanço das obras, a polícia recorreu a gás lacrimogênio e jatos de água. Apesar de a população local temer uma contaminação, o governo insiste que todos os protocolos internacionais de biossegurança estão sendo seguidos.
Em contraste com esse ambiente de conflitos, a Espanha viveu um dia de fervor religioso em Barcelona. Milhares de fiéis ocuparam as ruas para saudar o Papa Leão XIV. O pontífice, que iniciou sua agenda com uma oração na catedral da cidade, aproveitou a passagem pela capital catalã para clamar pela paz e pela concórdia entre as nações. O ponto alto da visita foi a inauguração da nova torre da Basílica da Sagrada Família, estrutura que consagra o templo como a igreja mais alta do mundo. O estádio Olímpico, palco de uma vigília multitudinária, reflete a expectativa de autoridades locais para o fluxo de dezenas de milhares de peregrinos nas celebrações da semana.







































































































