Toledo, Espanha – O número de mortos na colisão entre duas composições ferroviárias na província de Toledo, no centro da Espanha, subiu para 69. Diante da dimensão do desastre ocorrido na quarta-feira (28), o governo decretou três dias de luto oficial em todo o território nacional.
As operações de busca avançaram durante a noite com o apoio de guindastes pesados para afastar as estruturas retorcidas dos vagões. O dirigente regional de Castela-Mancha confirmou a localização de mais um corpo durante a madrugada, embora a avaliação preliminar indique que não há novos desaparecidos sob os escombros.
Entre os 42 passageiros estrangeiros de sete nacionalidades diferentes presentes nas composições, um óbito foi registrado e sete pessoas sofreram ferimentos. No total, mais de 50 feridos continuam sob cuidados médicos em hospitais da região.
O ministro dos Transportes, Oscar Puente, explicou que o choque aconteceu após uma pane na sinalização que paralisou múltiplos trens na via. Uma das composições, operada pela estatal Renfe, recebeu liberação para avançar em velocidade normal na mesma linha onde estava o veículo imobilizado. A autorização para o tráfego prosseguir foi tratada pelo Executivo como um erro inexplicável.
O impacto desta semana supera qualquer outro registro fatal na malha ferroviária europeia desde o episódio de Santiago de Compostela, em 2013, que também ocorreu em território espanhol. A rede já havia registrado outro desastre em janeiro deste ano, com 46 óbitos envolvendo os mesmos operadores e o mesmo trajeto.
O episódio ganhou peso político e entrou no centro dos debates para as eleições antecipadas convocadas para 29 de novembro. Paralelamente ao atendimento às vítimas, os maquinistas mantiveram a greve programada para cobrar melhorias estruturais e operacionais nos protocolos de segurança do setor.










