Juiz de Fora (MG) – As cicatrizes deixadas pela força das águas de fevereiro deste ano na Zona da Mata Mineira começam a encontrar algum alento na assistência financeira direta. Naquele mês, temporais severos castigaram a região de forma implacável, provocando enchentes, deslizamentos e deixando um rastro doloroso de pelo menos 64 mortes. Em Juiz de Fora, o tamanho do desafio urbano ficou evidente: dados da administração municipal revelavam que uma em cada quatro pessoas na cidade vive sob o temor constante de encostas que podem ceder a qualquer momento.
Para mitigar o impacto dessas perdas, o Auxílio-Reconstrução destinou mais de R$ 36 milhões para reestruturar as vidas de quem perdeu tudo. O suporte financeiro já alcançou 4.985 famílias nas duas cidades mais afetadas. Em Juiz de Fora, o benefício chegou a 4.132 lares, enquanto na vizinha Ubá foram registradas 853 famílias contempladas com o depósito de R$ 7,3 mil, pago em cota única para ajudar no recomeço.
Quem tem direito ao recurso
A cota única é desenhada especificamente para os moradores que ficaram desabrigados ou desalojados. Isso inclui aqueles que perderam seus imóveis de forma definitiva ou que foram obrigados a abandonar suas casas por determinação da Defesa Civil, diante de riscos iminentes de desabamento ou desmoronamento de encostas.
Como acompanhar o andamento
Para quem está na expectativa da liberação, o acompanhamento deve ser feito pela internet. O Portal do Cidadão disponibiliza as informações de cada processo de forma individualizada. Para validar o recebimento, o sistema exige a apresentação de um comprovante de residência e a comprovação oficial de que a moradia atingida está dentro do perímetro delimitado como área de desastre.
Muitas famílias que ainda não receberam enfrentam pendências burocráticas no sistema. No entanto, essas travas digitais não representam uma reprovação automática ou definitiva do benefício. Os cadastros com alguma inconsistência de dados passam por novas rodadas de processamento e os pagamentos podem ser efetuados nos lotes seguintes. Diante de qualquer erro de informação, o cidadão deve procurar a prefeitura local para providenciar a correção cadastral.
Há também uma recomendação específica para os moradores que já tiveram o cadastro validado pelo sistema, mas ainda enfrentam atrasos no depósito do dinheiro. Nesses casos, a orientação é ir diretamente a uma agência da Caixa Econômica Federal para verificar se há alguma divergência na conta ou necessidade de atualização pontual nos dados bancários.








































































































