Rio de Janeiro (RJ) – O fluxo de materiais ilícitos em direção às unidades prisionais do Rio de Janeiro passou a ser o alvo principal de uma estratégia rigorosa da Polícia Penal. O objetivo é claro: minar a capacidade de articulação das facções criminosas que tentam manter o comando de atividades ilícitas mesmo sob custódia, bloqueando a comunicação e o suprimento de substâncias proibidas.
A ofensiva mais recente revelou a sofisticação da tentativa de burlar a segurança das unidades. Durante uma fiscalização, os agentes interceptaram uma miniantena Starlink — equipamento de alta tecnologia projetado para prover internet via satélite em locais remotos. O dispositivo, dissimulado dentro de um rádio, chegaria à unidade prisional através de uma encomenda enviada via Sedex. O interno, destinatário do pacote, foi flagrado no momento em que o item era inspecionado. Como medida de contenção, ele foi transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, onde permanece em regime de isolamento.
Não se tratou de uma ação isolada. O monitoramento constante também frustrou a entrada de 160 gramas de entorpecentes no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, o Bangu 4. Em outra frente, no Presídio Alfredo Tranjan, o Bangu 2, uma revista minuciosa resultou na retirada de circulação de 31 aparelhos de telefonia celular e aproximadamente 300 papelotes de cocaína.
As operações, articuladas pela Subsecretaria Operacional da Secretaria de Polícia Penal (Seppen), mobilizaram equipes das coordenações de unidades de alta e média complexidade. A movimentação reflete uma tentativa contínua da força estadual de desarticular a comunicação interna entre lideranças de facções e os fluxos de mercadorias que abastecem a criminalidade dentro dos muros.
O combate a essas práticas enfrenta o desafio da criatividade dos grupos criminosos, que utilizam desde métodos convencionais, como o envio de pacotes pelos Correios, até a tentativa de introdução de tecnologia de ponta para viabilizar conexões externas de alta velocidade. A Polícia Penal segue com as revistas sistemáticas, mantendo o foco em impedir que o sistema prisional funcione como um hub de comando para a criminalidade externa.



































































































