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Orquestra Ouro Preto leva Samuel Rosa e Alceu Valença às areias da Praia de Copacabana

Quinta edição do festival gratuito ocupa o Posto 2 com arranjos sinfônicos inéditos e celebração de legado musical

Por Redação / Diário da Nação
14 de agosto de 2026
em Cultura
3 mins read
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Orquestra Ouro Preto leva Samuel Rosa e Alceu Valença às areias da Praia de Copacabana

📷 Cristina Índio do Brasil

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Rio de Janeiro (RJ) – O som dos violinos, violas e violoncelos da Orquestra Ouro Preto (OOP) encontra novamente a brisa do Atlântico nesta sexta-feira. Pela quinta vez, o grupo mineiro ocupa um dos palcos mais emblemáticos do mundo, a Praia de Copacabana, para a realização do Vale Festival. Entre o Posto 2 e o horizonte, quatro concertos gratuitos prometem transformar a orla carioca em uma sala de concertos a céu aberto, sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo.

A programação desta sexta-feira começa às 19h30 com um tributo intitulado Lendas do Rock. O repertório passa por ícones como Queen, Metallica, Led Zeppelin e Pink Floyd. Para o maestro, a performance serve como um prólogo necessário. Logo na sequência, às 20h30, o foco vira para a estreia de um encontro inédito: Samuel Rosa sobe ao palco acompanhado pela estrutura sinfônica da orquestra. É a primeira vez que o músico mineiro mergulha nessa experiência sonora com a OOP, trazendo arranjos criados especificamente para a ocasião.

Samuel Rosa destaca que seu repertório, naturalmente, aceita camadas melódicas mais complexas. O cantor, que estará acompanhado de sua banda completa e um naipe de metais, selecionou sucessos que vão do romantismo de Dois Rios e Ainda Gosto Dela ao lirismo de Tarde Vazia, sem esquecer a energia de Vamos Fugir. O artista vê na apresentação na areia um contraponto valioso às casas de shows tradicionais. A imensidão do público em Copacabana, segundo ele, confere uma moldura única à releitura de suas canções.

A escolha de Rosa reforça o interesse do maestro Toffolo em expandir o olhar sobre a produção de Minas Gerais, indo além do legado do Clube da Esquina. Existe uma conexão histórica latente nesse encontro: o icônico registro ao vivo do Skank em Ouro Preto, gravado na Praça Tiradentes, é uma memória que o maestro faz questão de evocar. Para ele, a orquestra não se limita a guardar o passado; ela atua como um organismo vivo, dialogando com o presente.

A tradição do festival prossegue no sábado (15), às 20h30, com o retorno de Alceu Valença. Esta parceria já soma quase 15 anos de estrada, tendo atravessado fronteiras internacionais antes de retornar ao Rio de Janeiro. A apresentação ganha um tom de comemoração especial pelos 80 anos do compositor pernambucano, incluindo hinos como Anunciação, La Belle de Jour e Tropicana em roupagem orquestral. Antes, às 19h30, a orquestra abre a noite com uma homenagem a Luiz Gonzaga, uma referência que toca profundamente a trajetória de Alceu.

A orquestra mineira, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, sustenta o propósito de derrubar as barreiras entre o erudito e o popular. O maestro Rodrigo Toffolo defende essa visão contemporânea como um dever do grupo, lembrando que a música, enquanto patrimônio, precisa de circulação constante. Seja interpretando Vivaldi ou revisitando o cancioneiro brasileiro, a proposta é a mesma: construir pontes.

Para o público, o evento representa uma oportunidade de ouvir clássicos sob novas perspectivas harmônicas. Enquanto os instrumentos de corda elevam a delicadeza de composições consagradas, a imensidão da Praia de Copacabana confere um caráter democrático ao espetáculo. É, em última análise, um esforço coletivo para integrar diferentes linguagens em um dos cartões-postais mais conhecidos do Brasil, reafirmando a vitalidade da música produzida em Minas Gerais para todo o país.

Tags: CopacabanaMúsica BrasileiraOrquestra Ouro PretoSamuel RosaVale Festival
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