São Paulo (SP) – O sábado (8) foi marcado por uma busca intensa pela vacina contra o sarampo em São Paulo. Quem compareceu a um dos 62 postos de saúde em funcionamento na capital encontrou cenários de aglomeração. Dados do sistema De Olho Na Fila indicavam que, por volta das 13h, 57 dessas unidades operavam com filas extensas, refletindo o movimento atípico para um dia de fim de semana.
A situação era visível na AMA UBS Integrada Água Rasa, situada entre os bairros do Tatuapé e da Mooca. Por volta do meio-dia, o tempo de espera para receber a dose superava uma hora, com a fila dobrando a esquina e estendendo-se para fora do estabelecimento. Entre os que aguardavam estava Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, acompanhada pelo marido e pelas duas filhas gêmeas, de 12 anos. A família decidiu reforçar a proteção após receber comunicados da escola das meninas e orientações pelas redes sociais.
A rede municipal conta normalmente com 512 unidades, mas a estratégia de abrir apenas 62 postos aos sábados concentrou a demanda. A zona leste liderou a oferta com 24 locais abertos, seguida pelas zonas sul, com 17, e norte, com 16. A zona oeste disponibilizou apenas cinco pontos, enquanto a região central não ofereceu unidades para atendimento hoje. Alguns postos chegaram a apresentar informações defasadas no sistema digital, gerando confusão sobre o status real das filas.
João Silva, de 21 anos, foi um dos que buscou o serviço por receio da disseminação do vírus. O jovem relatou ter procurado a unidade na Água Rasa após ler alertas na internet sobre a circulação da doença na cidade. A preocupação de cidadãos como ele é corroborada pelo ritmo da campanha: apenas na última sexta-feira (7), foram aplicadas 84.632 doses de vacina contra o sarampo na capital, estabelecendo o recorde diário de imunizações desde o início da mobilização, em 3 de agosto.
O cenário estadual exige cautela, com 23 casos de sarampo confirmados pela Secretaria da Saúde. Destes, 16 pacientes não possuíam histórico vacinal ou estavam com o esquema de doses incompleto. O histórico aponta que dois registros iniciais foram importados, gerando contágios subsequentes em São Bernardo do Campo, Guarulhos e na capital, que detém 20 desses diagnósticos.
Diante desse quadro, a Secretaria estadual mantém o chamado para que moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo, com idades entre 6 meses e 59 anos, procurem as Unidades Básicas de Saúde. A orientação do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac é pela vacinação indiscriminada nessas localidades. Já nos demais municípios paulistas, a estratégia prioriza a checagem do histórico de cada paciente e a atualização das doses pendentes segundo o Calendário Nacional de Vacinação.








































































































