Oliveira (MG) – O risco de contaminação química levou à apreensão de 4,1 mil litros de cachaça em Oliveira, na região centro-oeste de Minas Gerais. A carga estava distribuída em 208 galões plásticos que, originalmente, serviam para o armazenamento de agrotóxicos.
A interceptação ocorreu durante uma ação conjunta realizada na altura da BR-381. Participaram da operação a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Vigilância Sanitária de Oliveira. Os recipientes de 20 litros ainda traziam as etiquetas de advertência originais, com orientações sobre a necessidade de tríplice lavagem e a proibição terminante de reutilização para qualquer outro fim.
A presença de resíduos tóxicos nos vasilhames representa uma ameaça direta à saúde de quem eventualmente consumisse o líquido. Diante do flagrante, o IMA aplicou as autuações cabíveis aos responsáveis pela irregularidade no transporte e armazenamento da mercadoria.
A apreensão acende um alerta sobre as práticas de produção e circulação de bebidas alcoólicas no estado. O setor tem passado por monitoramento constante devido ao aumento de casos envolvendo falsificação e condições precárias de fabricação. Em Uberaba, por exemplo, o Ministério Público mineiro coordenou a interdição de uma fábrica clandestina há apenas um mês.
Naquela ocasião, a força-tarefa retirou de circulação 3,6 mil litros de cachaça produzidos em ambiente insalubre. O material também não possuía qualquer certificação sobre a procedência da matéria-prima. Além da falta de higiene, os investigadores detectaram um esquema de fraude: rótulos de marcas consagradas, especificamente aquelas ligadas à tradicional produção de Salinas, eram colados em bebidas que não possuíam o selo de qualidade ou a origem declarada.







































































































