Rio de Janeiro (RJ) – O Museu de Arte do Rio (MAR) encerra na próxima quarta-feira (12) o período de inscrições para o Curso de Formação de Mediadores Culturais 2026. Com o foco voltado ao tema Redes entre Museus e Educação, a iniciativa promovida pela Escola do Olhar já acumula 400 interessados para as 80 vagas ofertadas.
A dinâmica do programa exige presença física, com atividades práticas e teóricas programadas para os dias 21, 22, 28 e 29 de novembro, sempre das 10h às 18h. A seleção dos participantes seguirá critérios de diversidade, priorizando moradores de territórios periféricos cariocas próximos ao museu, além de pessoas que demonstrem interesse pelo campo, mesmo sem formação acadêmica específica na área. O resultado desta triagem será publicado na sexta-feira (14).
A gestão do museu, a cargo da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) desde 2021, busca transformar a Escola do Olhar em um ponto de convergência. A ideia é que os cursistas criem redes de contato e tragam demandas concretas de seus locais de atuação. Para isso, o cronograma inclui quatro mesas de debates compostas por pesquisadores e gestores de equipamentos culturais de Salvador, como a Casa das Histórias, a Galeria Mercado Modelo e o Arquivo Público, além da presença de educadores do Cais das Artes, em Vitória.
Essa triangulação entre Rio de Janeiro, Salvador e Espírito Santo marca uma mudança na abordagem habitual do curso. Segundo a coordenação, o trabalho visa integrar colaboradores de diferentes instituições sob gestão da OEI em um processo formativo compartilhado. Ao todo, a grade curricular é dividida em quatro módulos principais: mediar em rede; democratização de acessos e direito à memória; experimentação prática na educação museal; e a intersecção entre museus, escolas e territórios.
Ao concluírem a jornada, os alunos receberão uma certificação conjunta, assinada pelo MAR, pela Co-liga Digital — em parceria com a Fundação Roberto Marinho — e pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A expectativa é que o aprendizado tenha aplicação imediata, servindo como uma porta de entrada para futuras oportunidades profissionais no próprio museu, onde a equipe costuma priorizar egressos de seus cursos para o preenchimento de vagas.
A Escola do Olhar mantém essa tradição de capacitação desde o período anterior à inauguração do museu, somando 13 anos de atuação. Desta vez, a articulação busca fortalecer a base técnica desses profissionais para que possam atuar com autonomia ao encerrarem o treinamento.







































































































