Ibatiba (ES) – A reta final da corrida presidencial impôs um ritmo frenético aos candidatos nesta segunda-feira (28), com agendas pulverizadas entre capitais e interiores. A semana decisiva é marcada por um movimento concentrado de entrevistas e atos públicos, enquanto os nomes na disputa buscam consolidar apoios e apresentar as promessas finais aos eleitores.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou suas atividades no Norte do país. O petista esteve em Belém e Manaus, onde priorizou o discurso voltado à saúde pública. Em solo paraense, ele se comprometeu com uma reestruturação que visa ampliar o acesso da população a exames de alta complexidade e diagnósticos rápidos, reiterando que o tratamento digno deve ser um preceito da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
Enquanto alguns candidatos buscaram o contato direto nas ruas, outros focaram na interlocução econômica. Ronaldo Caiado (PSD) promoveu uma caminhada no bairro Jardim Guanabara, em Goiânia, aproveitando para reforçar seu receituário fiscal. O goiano defende o limite de 50% do crescimento do PIB para as despesas obrigatórias, além de propor um corte de 25% nos gastos discricionários. Para Caiado, a administração pública exige, além da técnica, uma autoridade moral consolidada.
Flávio Bolsonaro (PL) escolheu o coração comercial de São Paulo para sua agenda, percorrendo o Brás e o Mercadão. O foco do candidato foi a desoneração tributária para o setor produtivo. Ele criticou o patamar atual das taxas de juros e o impacto inflacionário sobre o custo de vida, argumentando que o empreendedor brasileiro clama por uma guinada na política econômica.
Também circulando pela capital paulista, Clariana Barão (DC) passou pelo Mercadão para dialogar com comerciantes e eleitores. Em meio aos compromissos, ela lançou a promessa de indicar quatro mulheres para o STF. Já Samara Martins (UP) focou sua militância na zona leste e em pautas específicas, participando de atos pela legalização do aborto na Avenida Paulista e cumprindo agenda na Universidade Zumbi dos Palmares.
O setor de infraestrutura e serviços foi o alvo de Augusto Cury (Avante), que se reuniu com executivos do Bradesco, representantes da ANTF e membros do YouTube Brasil. O candidato acabou cancelando uma visita prevista para a Assembleia de Deus, no bairro do Brás, durante o decorrer do dia.
Em Brasília, Hertz Dias (PSTU) dedicou o dia a entrevistas e a um encontro na UnB. O candidato aproveitou o espaço acadêmico para confrontar a política de ajuste fiscal, classificando as limitações orçamentárias como entraves ao desenvolvimento social. Ele defende a revogação do arcabouço fiscal e um aporte massivo de recursos na educação.
Outros nomes da disputa tiveram agendas mais discretas ou pontuais. Romeu Zema (Novo) almoçou com aliados em Caeté (MG) e falou à Rádio Alfa. Renan Santos (Missão) marcou presença em Vitória (ES), onde se encontrou com apoiadores à noite. Já Edmilson Costa (PCB) focou em uma entrevista concedida à jornalista Renata Regina. Por outro lado, Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB) não tiveram agendas públicas de campanha divulgadas para o período.











